Google cria guia para uso do “notch” por desenvolvedores e fabricantes

Por Felipe Demartini | 31 de Julho de 2018 às 14h31
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Depois de gerar estranheza, comentários e memes, o “notch” parece ter chegado para ficar. Pelo menos, é essa a visão da Google que, com mais uma versão prévia do Android P para desenvolvedores, criou uma série de normas e guias para o uso das reentrâncias na tela, necessárias para a colocação de componentes físicos enquanto todo o restante do corpo do aparelho é tomado pelo display.

As normas valem tanto para desenvolvedores de software quanto para fabricantes e tentam garantir compatibilidade total entre aplicativos e diferentes aparelhos. Além dos notches em si, o guia também vale para dispositivos com aspectos de tela “diferenciados”, com verticais maiores como as vistas nos lançamentos recentes da linha Galaxy, da Samsung.

De acordo com a Google, hoje, 16 smartphones contam com as reentrâncias na tela, entre dispositivos já lançados ou em fase de teste. 11 fabricantes trabalham com esse tipo de design, com mais empresas já tendo mostrado interesse em criar celulares com telas infinitas, o que comprova a ideia da gigante de que essa será uma tendência crescente no setor premium.

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Desde já, porém, os fabricantes interessados em criar aparelhos com notch devem seguir duas regras básicas: eles não podem usar mais de uma reentrância na mesma borda da tela e estão proibidos de possuírem mais do que um total de duas em todo o aparelho. Além disso, elas sempre devem estar nas partes superior e inferior, nunca nas laterais.

Google padronizou três formatos de notch para garantir compatibilidade entre apps e smartphones (Imagem: Divulgação/Google)

Além disso, a empresa especificou três tamanhos padronizados para a barra, de acordo com as opções disponíveis no mercado atual. Tais opções também servem para que a própria Google trabalhe em sistemas de otimização e adaptação automáticas para os aplicativos, de forma a aumentar a compatibilidade, reduzir o trabalho dos criadores de software e garantir que “tudo funcione com tudo”.

Enquanto isso, para os desenvolvedores, a consistência pode ser obtida por dois parâmetros básicos. Os aplicativos devem ter uma barra de status que se estenda, no máximo, até a altura do notch, de forma a não ocultar seu conteúdo. As laterais da reentrância, nesse caso, ficarão completamente pretas e o mesmo vale para quando o aparelho estiver em modo paisagem, ou com imagens sendo exibidas em tela cheia.

Entretanto, para maior aproveitamento, desenvolvedores podem trabalhar em versões de suas aplicações que suportem a utilização do notch. A recomendação da Google é que apps de mapas, fotos e jogos façam isso, com seus elementos dinâmicos como menus e textos sendo esticados para exibição em modo paisagem, ou colocados um pouco mais para baixo – algo que o Android é capaz de fazer automaticamente – quando a reentrância estiver presente.

Apps de mapas, fotos e outros podem usar o espaço completo da tela, com menus e informações se adaptando automaticamente ao formato (Imagem: Divulgação/Google)

Assim, afirma a gigante, se pode aproveitar o máximo do espaço disponível na tela e aumentar a imersão dos usuários. A companhia cita seus próprios apps como exemplos – no Mapas, por exemplo, a barra de busca de endereços pode ser movimentada um pouco para baixo, de acordo com o tamanho do notch, enquanto as imagens, em si, ocupam toda a tela, mesmo que uma pequena parte de seu conteúdo, na parte superior, esteja encoberta.

De acordo com a Google, regras mais completas e abrangentes devem estar disponíveis no manual após o lançamento do Android P. Essa, também, é uma atitude constante da empresa em prol da redução na fragmentação de seu ecossistema. Com a chegada de tal característica, então, guias desse tipo se tornam mais do que necessários para garantir que a experiência do usuário, de enriquecida pela presença de uma tela “infinita”, se torne incômoda pelo conteúdo coberto pelo inevitável notch.

Fonte: Exploring Android, 9 to 5 Google

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