FBI libera documentos vagos sobre como desbloqueou iPhone de San Bernardino

Por Redação | 10 de Janeiro de 2017 às 20h57

O caso do atirador de San Bernardino, responsável por um tiroteio em massa no início de 2015 e que foi morto pela polícia, deu o que falar nos Estados Unidos e no mundo. Além das 14 vidas ceifadas e das questões levantadas sobre diplomacia e segurança, algo nos chamou a atenção, e tem a ver com tecnologia, claro: o assassino tinha um iPhone 5c, que poderia ser conter várias pistas e provas de que ele fazia parte de alguma facção, ou de que maneira haveria premeditado o crime. Sendo assim, o FBI pediu à Apple que quebrasse a criptografia do aparelho para ter acesso aos dados — algo que a empresa se negou a fazer para não abrir precedentes.

O FBI acabou contratando terceiros para quebrar a segurança do iPhone — e conseguiu, mas ninguém sabe exatamente como. Por causa disso, três agências de notícia (Associated Press, Vice e Gannett) processaram o Bureau, alegando que as autoridades não revelaram a verdade por trás do feito.

As organizações de notícia argumentaram que o público tem o direito de saber como o governo gastou os fundos dos contribuintes para obter a técnica, e também levantaram a questão de potenciais falhas no iPhone que estariam colocando a segurança dos usuários da Apple em risco. No entanto, o FBI declarou que mesmo assim não revelaria nada a respeito da técnica usada no desbloqueio do smartphone. Para tentar por um fim na discussão, a agência de investigação divulgou para as empresas 100 páginas de documentos na última sexta-feira (7), mas "altamente censurados", segundo a AP.

Os documentos não revelam quem o FBI contratou para hackear o telefone, nem quanto pagou para isso. Tais informações são, segundo a agência, secretas, e foram censuradas nos documentos. A verdade é que o FBI não aprendeu nada ao desbloquear o aparelho, diz o relatório, e não sabe dizer como o hacker contratado conseguiu realizar a proeza. O que os documentos revelam de mais importante é que a agência de investigação recebeu três propostas de empresas para invadir o telefone e que assinou um acordo de não divulgação das informações.

A Associated Press ainda pressionou a agência e cobrou mais explicações, que até o momento, não foram dadas.

Via CNet

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