Estudantes usam iPhones falsificados para fraudar Apple em US$ 895 mil

Por Felipe Demartini | 05 de Abril de 2019 às 12h09
Tudo sobre

Apple

Saiba tudo sobre Apple

Ver mais

Dois estudantes chineses, mas residentes nos Estados Unidos, estão sendo acusados de utilizarem iPhones falsificados para fraudar a Apple em US$ 895,8 mil. Eles usavam unidades trazidas da China e com aparência bastante similar aos modelos originais para tentar enganar os programas de assistência técnica e garantia da empresa, na tentativa de obter celulares oficiais que, então, eram revendidos.

O esquema foi desmantelado como parte de uma investigação de autoridades americanas sobre envios suspeitos de iPhones da China desde meados de 2017. De acordo com a polícia, os dois jovens, Quan Jian e Yangyang Zhou, alegavam que os aparelhos eram novos e não ligavam mais após poucos dias de uso, realizando tentativas tanto presencialmente, em lojas da Apple, quanto por meio do suporte online, o que envolvia o envio dos dispositivos pelo correio.

Esse processo teria sido feito entre o início de 2017 e 2019 com mais de três mil iPhones, sendo que 1,4 mil foram efetivamente trocados por modelos oficiais. Quando o esquema tinha sucesso, os aparelhos eram enviados de volta à China, onde eram revendidos. Os lucros eram depositados na conta da mãe de Jian, à qual ele tinha acesso e controle nos Estados Unidos.

Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

A própria Apple teria notificado a dupla sobre as tentativas de fraude, enviando duas notificações extrajudiciais a Jiang para que ele parasse com as tentativas. A empresa jamais recebeu resposta e o esquema continuou acontecendo. Não se sabe, entretanto, se a Maçã colaborou com as autoridades nesse caso, já que a empresa não se pronunciou sobre o assunto.

De acordo com a polícia, os dois estudantes serão acusados de fraude e contrabando, além de venda de produtos falsificados. Ambos estão nos Estados Unidos com vistos de estudo e podem acabar sendo deportados, não apenas perdendo os direitos de permanência em uma tentativa das autoridades de recuperar pelo menos uma parte dos aparelhos que foram enviados pela Apple como parte do esquema.

A defesa de Jiang, que foi apontado como o cabeça do golpe, afirmou que seu cliente não sabia que os iPhones enviados a ele da China eram falsificados e que ele acreditava apenas estar recebendo uma parcela dos lucros relacionados a um negócio de importação e exportação de aparelhos.

Fonte: Phone Arena

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.