Empresa chinesa quer se tornar fornecedora de displays para o iPhone

Por Felipe Demartini | 14 de Março de 2019 às 08h01
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A empresa chinesa BOE estaria em fase de negociações com a Apple para se tornar a segunda fornecedora de displays para a geração 2019 do iPhone. A medida, se oficializada, acabaria com o reinado da Samsung como parceira exclusiva da Maçã nesse tipo de componente, um posto que ela já vem ocupando há alguns anos.

No centro da questão está uma nova tecnologia de painéis OLED flexíveis, mais finos, confiáveis e, principalmente, baratos que os utilizados hoje em dia. Os iPhones mais recentes têm uma tela com duas camadas, sendo que uma é sensível ao toque e usada para dar mais precisão aos comandos dos usuários. A nova tecnologia, a ser utilizada em pelo menos um dos modelos a serem lançados neste ano, une tudo isso em um único componente.

A Samsung já trabalha com ela e, claro, está a fornecendo à Apple. Já a BOE também está investindo na tecnologia, criando as linhas de produção e iniciando a fabricação dos displays, chamados de Y-Octa, de olho na Maçã. De acordo com informações extraoficiais, publicadas na imprensa sul-coreana, representantes das duas teriam se encontrado para discutir sobre um possível contrato de parceria.

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Os trabalhos de produção estariam acontecendo no distrito chinês de Mianyang e representam mais do que a perda da exclusividade para a Samsung: seria o fim de um domínio. Caso os displays da BOE sejam aceitos pelo mercado, a fabricante sul-coreana deixaria de ser a única fornecedora desse tipo de componente no mercado asiático, tendo menos controle sobre os rumos da tecnologia e tendo de trabalhar em políticas de preço diante da rival.

Além da Apple, a BOE também estaria trabalhando com a Huawei, com quem já tem contratos relacionados a outros componentes. As conversas estariam até mais avançadas nesse caso, mas a proximidade com a Apple também estaria sendo levada em conta, uma vez que a companhia já é uma das fornecedoras de telas comuns para os iPads de tamanho maior e MacBooks.

O uso de uma cadeia de fornecimento ampla também é uma das características da Apple, que nunca gostou muito de acordos de exclusividade. Ela pode até ter as amigas mais próximas e as mais distantes, mas prefere ter diferentes acordos para poder se adequar melhor à demanda e aos ritmos de produção, além de antecipar eventuais problemas. No mercado de displays OLED, por exemplo, além da Samsung, ela conversa com a LG.

Entretanto, desde o lançamento do iPhone X, a marca Samsung tem sido a única fornecedora dos materiais, seja pela dificuldade das outras em entregar a tecnologia necessária ou por questões de preço. Uma balança que, se depender da BOE, parece prestes a chegar a um equilíbrio novamente.

As empresas, entretanto, não comentaram o assunto. A Apple, tradicionalmente, evita falar sobre questões relacionadas às linhas de montagem do iPhone, até mesmo por questões estratégicas. Informações como estas, divulgadas publicamente, também podem alterar acordos que acontecem nos bastidores e isso está longe do desejável para a empresa.

Fonte: The Korea Herald

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