Dispositivos móveis ajudam latino-americanas a melhorar vida no trabalho

Por Redação | 08 de Março de 2016 às 11h30

Um estudo divulgado pela Ericsson nesta segunda-feira (7) indica que o acesso a dispositivos de tecnologia da internet e da comunicação, especialmente de tecnologia móvel, está ajudando a melhorar a vida de mulheres no trabalho. De acordo com os dados divulgados, mais da metade das mulheres empregadas na América Latina querem manter sua vida profissional e pessoal separadas, usando ferramentas de banda larga móvel para isso.

Além disso, quando se leva em conta apenas as pessoas do sexo feminino, aquelas que estão no mercado de trabalho passam mais tempo usando serviços de internet todos os dias. O relatório foi elaborado por meio da ConsumerLab, o laboratório da Ericsson que analisa o comportamento de seus consumidores, e avaliou perfis de 189 milhões de homens e mulheres de seis países latino-americanos — Argentina, Bolívia, Brasil, El Salvador, México e Uruguai.

Porém, apesar do crescente número de mulheres com acesso a dispositivos móveis e internet, elas ainda são minoria nesse âmbito: apenas 42% das pesquisadas possuem smartphones, enquanto 47% dos homens são proprietários de um telefone móvel inteligente. Em relação aos tablets, as mulheres também estão um pouco atrás: apenas 15% delas, contra 19% dos homens, possuem um destes. Se o item avaliado é a intenção de compra de um novo celular nos próximos 12 meses, as mulheres também ficam para trás: 31% contra 38% dos homens.

Quando a avaliação leva em conta o estado civil das mulheres avaliadas, apenas 22% das mulheres casadas passam mais do que três horas diárias conectadas, enquanto 33% das mulheres solteiras fazem o mesmo. Avaliando sob o critério da atuação profissional, as donas de casa gastam mais tempo com streaming de música, enquanto mulheres que trabalham fora lideram o uso diário de serviços que vão além do entretenimento.

Sem distinção entre os jovens brasileiros

Quando o quesito uso de smartphone é fracionado de acordo com a faixa etária, as jovens brasileiras se mostram muito mais participativas. Enquanto há seis anos o número de homens com smartphone era três vezes maior do que o de mulheres, em 2014 esta diferença foi extinta.

“Notamos que no Brasil esta diferença no uso de smartphones está diminuindo cada vez mais, principalmente nos grupos mais jovens. Por exemplo, em 2010, somente 4% das mulheres de 15 a 20 anos utilizavam um smartphone, comparado a 12% de homens. No entanto, em 2014, o uso aumentou para 62% tanto homens quanto mulheres nessa faixa etária”, afirma a diretora do Ericsson ConsumerLab para América Latina e Caribe, Diana Moya.

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