Dados do app Saúde, da Apple, são usados em julgamento na Alemanha

Por Redação | 15 de Janeiro de 2018 às 13h23
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Os dados coletados automaticamente pelo aplicativo Saúde, disponível por padrão em todos os iPhones a partir do modelo 6s, ajudaram na investigação de um caso de assassinato ocorrido em 2016, na Alemanha. A vítima foi uma jovem de 19 anos chamada Maria Ladenburger, que teria sido estuprada e morta por Hussein K, um refugiado iraniano.

O acusado, após ser preso, admitiu ser o autor do crime. De acordo com as investigações, ele teria abusado sexualmente da vítima, uma estudante de medicina, e a afogado no rio Dreisam, na cidade Friburgo, a cerca de 700 quilômetros da capital, Berlim. Entretanto, ele refutou a versão da polícia, possivelmente, como forma de tentar ter sua pena reduzida, mesmo depois de chumaços de seu cabelo terem sido encontrados às margens do local do assassinato.

De forma a não gerar provas que poderiam ser usadas contra si, Hussein se negou a entregar a senha de seu celular à polícia. Foi aí que as autoridades recorreram a uma empresa de segurança para realizar o desbloqueio, com sucesso, e utilizaram os dados coletados pelo app Saúde como forma de localizar o acusado, bem como o histórico de suas atividades físicas no momento em que o crime foi realizado.

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De importância para o caso, por exemplo, foi o registro de dois picos de movimentação relacionados a subir e descer escadas, conforme identificado pelo aplicativo. Um investigador, de porte físico semelhante ao acusado, corroborou os dados com seu próprio celular, de forma a comprovar que o iraniano utilizou as escadarias que dão acesso ao rio Dreisam no momento da morte, se livrando do corpo no local.

De acordo com o chefe de polícia Peter Egetemaier, em depoimento à justiça, essa foi a primeira vez em que dados digitais de geolocalização e movimentos foram utilizados em uma investigação em Friburgo. As informações foram capazes de colocar Hussein no local do crime no momento da morte de Ladenburger, além de registrarem detalhes sobre como ele fez isso e a maneira como tentou se livrar do corpo.

Agora, a justiça aguarda confirmações sobre a idade do acusado. Ele, inicialmente, alegou ter 17 anos, algo que foi contestado pelo pei de Hussein, que mora no Irã e foi contactado pela polícia. O tribunal, agora, aguarda novas informações para definir uma sentença, que pode ser de, no máximo, 10 anos caso o acusado seja menor de idade, ou de até 30 anos de prisão caso ele seja maior.

Fonte: BBC

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