Com mais iPhones que os EUA, China se torna o maior mercado da Apple

Por Redação | 18 de Maio de 2016 às 10h17

Agora é oficial: a China é o maior mercado de iPhones do mundo. Esqueça Estados Unidos, Europa ou mesmo outros países asiáticos. É no gigante oriental que a Apple encontrou sua mina de ouro. E não apenas na produção com mão de obra barata, mas também na paixão dos chineses pelos produtos que trazem a Maçã estampada que faz com que milhões de pessoas corram às lojas a cada novo lançamento.

E o mais curioso é que essa virada não foi algo anunciado pela Apple, que não divulga números oficiais sobre seus mercados, mas pelo próprio governo da China. De acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação local, o país totalizou nada menos do que 780 milhões de smartphones ativados em 2015, sendo que 16,8% deles — cerca de 131 milhões — são iPhones. Isso levando em conta de que cada indivíduo possui apenas um aparelho, o que nem sempre é verdade.

Desse modo, a China revela ter mais iPhones do que qualquer outro país do mundo, incluindo os próprios Estados Unidos, que totalizam uma média de 100 milhões de dispositivos ativados. Já em relação às outras marcas, a popularidade da Apple no mercado chinês é tão grande que coloca a marca à frente da Samsung (123 milhões) e das chinesas Xiaomi e Huawei, que possuem, respectivamente, cerca de 121 milhões e 110 milhões de aparelhos por lá.

Vale lembrar, ainda, que esses números se referem a 2015 e que, ao longo dos últimos meses, pode ter havido alguma variação. Porém, como a diferença entre cada colocado é na casa dos milhões, é bem difícil que tenhamos uma grande mudança nesse ranking em tão pouco tempo.

Ainda assim, o site Quartz aponta para algo bem interessante. Embora a relação entre Apple e China pareça ir melhor do que nunca, o próprio governo chinês vem exercendo pressões políticas que podem abalar essa intimidade. No mês passado, por exemplo, tanto o iBooks quanto a parte de filmes do iTunes tiveram de encerrar sua venda de produtos no país por determinação governamental. E, embora os dois serviços praticamente não afetem o rendimento da Apple, o caso revela uma turbulência que pode trazer resultados mais danosos no futuro.

Via: Quartz

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