Cias aéreas brasileiras proíbem Galaxy Note7 em aviões

Por Redação | 21.10.2016 às 23:46
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Depois de uma série de repercussões negativas sobre o Samsung Galaxy Note7 e suas eventuais explosões (ou combustões) espontâneas, as companhias aéreas brasileiras resolveram proibir o dispositivo em suas aeronaves. Até o início do mês, os passageiros podiam embarcar tranquilamente com seus dispositivos, contanto que estivessem desligados. Mas, nesta sexta-feira (21), a coisa mudou de figura.

A Gol começou a enviar para seus clientes um comunicado sobre a nova proibição. "Após diversos relatos de que as baterias de lítio dos smartphones Galaxy Note 7 da Samsung entraram em combustão mesmo após o recall realizado pela empresa, a Federal Aviation Administration (FAA) e o Department of Transportation (DOT) dos EUA emitiram uma ordem de emergência proibindo o transporte desses aparelhos em aeronaves comerciais, seja como bagagem de mão, bagagem despachada, junto ao corpo ou carga aérea", diz o documento.

A Azul também adotou a medida, que passará a valer a partir da semana que vem. Já a Air France-KLM, que opera no país, revelou que todos os dispositivos Samsung Galaxy Note7 estão proibidos em todos os voos desde 15 de outubro. A Avianca, por sua vez, afirma que segue os procedimentos e recomendações estabelecidos por órgãos regulatórios do setor.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) está estudando o assunto, que inclusive está sendo discutido em um evento da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), no Canadá. A agência deve dar um parecer final a respeito da regulamentação nos próximos dias, e informa que o procedimento padrão do país de destino é emitir comunicados de segurança às companhias aéreas que possuem voos para a localidade.

No mês passado, a Anac emitiu um comunicado às empresas aéreas que operam no Brasil alertando sobre os potenciais acidentes e riscos do transporte do modelo da Samsung, recomendando que todos os passageiros e tripulantes não ligassem nem carregassem o dispositivo durante os voos.

Da Reuters/Via Folha