Chineses quebram iPhones em protesto contra os Estados Unidos

Por Redação | 20 de Julho de 2016 às 16h45

Começam a circular na web imagens de nacionalistas chineses protestando contra os Estados Unidos. O mais curioso nessa história é que os manifestantes escolheram quebrar iPhones para fazer este protesto. Segundo reportagem do USA Today, os eventos vêm acontecendo após a decisão contrária de um tribunal internacional sobre uma reivindicação feita por Pequim em relação a um território localizado no Mar do Sul da China.

Além de estilhaçar unidades de iPhone pelo chão, os chineses nacionalistas têm também realizado protestos em unidades da tradicional rede de fast food estadunidense KFC. O imbróglio começou após as Filipinas moverem uma ação contra a China no Tribunal Arbitral Permanente de Haia. Os Estados Unidos se posicionaram ao lado dos filipinos, o que irritou os chineses, que acusam Washington de encorajar o país asiático a se opor às reivindicações da China de um vasto trecho de oceano.

Apesar da disputa sobre o território ainda não ter sido julgada, o governo chinês vinha implementando uma série de projetos de infraestrutura na área a fim de assegurar direto sobre recursos naturais e rotas estratégicas para os seus navios.

"Patriotismo racional"

Apesar da negativa no âmbito da justiça internacional, o governo chinês não endossa os protestos de seus cidadãos. “Esta não é a maneira correta de expressar patriotismo”, dizia uma nota divulgada nesta quarta-feira (20) pela agência de notícias estatal Xinhua. O Diário Popular, jornal oficial do Partido Comunista, também se posiciona com cautela sobre o tema e clama por um “patriotismo racional”.

Por outro lado, o especialista no mercado chinês James Roy, membro do instituto de pesquisa China Market Research Group, vê com certa naturalidade a reação de alguns cidadãos chineses. “O público chinês, otimista e positivo que é, é também profundamente patriota e nacionalista, especialmente os mais jovens”, comenta. “[KFC e Apple] são intimamente associadas aos Estados Unidos, e você vê essas pessoas escolhendo os símbolos mais próximos que conseguem para se posicionar contra.”

Fonte: USA Today

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