Chineses conseguem "atualizar" iPhones de 16 GB para 128 GB; assista ao vídeo

Por Redação | 04 de Fevereiro de 2016 às 08h40

Os iPhones figuram entre os melhores smartphones do mundo, mas também são considerados bem caros em várias partes do globo. Aqui no Brasil, o modelo mais recente (iPhone 6s Plus) custa a partir de R$ 3.999 na versão de 16 GB. Mas e se você pudesse aumentar essa capacidade interna em oito vezes pagando apenas US$ 60?

Isso já é realidade na China, onde os usuários contam com um "serviço" (por assim dizer) de atualização do espaço interno no smartphone da Apple. Obviamente, nada disso é autorizado pela companhia, que cobra até US$ 200 caso o dono do aparelho tenha interesse em realizar esse upgrade legalmente. No entanto, uma diferença de US$ 140 é bem significativa no mercado chinês, que ainda vive uma onda de falsificação dos principais produtos da empresa da Maçã.

Agora, um novo vídeo mostra como os chineses conseguem fazer esse update na capacidade de armazenamento dos dispositivos. De acordo com o site 9to5Mac, o procedimento funciona como uma espécie de jailbreak: o telefone precisa ser aberto para depois ter sua memória NAND flash trocada por uma maior. Este é um dos componentes mais frágeis do iPhone e, além de causar algum problema em sua arquitetura, viola por completo a garantia do celular.

O processo de troca leva aproximadamente 30 minutos e consiste em três fases. Na primeira, o iPhone é aberto para retirar sua memória NAND flash de 16 GB. Feito isso, todas as informações básicas da memória - entre elas o número de série - são transferidas para a nova memória, que no vídeo é uma de 128 GB fabricada pela Toshiba. Por fim, a nova memória é colocada na placa lógica do iPhone, que precisa ter o sistema operacional iOS instalado novamente.

Segundo a BeSound, uma empresa localizada na cidade chinesa de Shenzhen, cerca de 50 telefones são "atualizados" todos os dias por meio desse procedimento, que funciona em quase todos os modelos de iPhone anteriores ao 6. Os iPhones 6s e 6s Plus ainda não foram violados. Além disso, a técnica funcionaria no iPad Air e em outros dispositivos mais antigos.

Assista ao vídeo:

Fonte: BeSound (YouTube) via 9to5Mac

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