Celulares vendidos na Índia passarão a contar com "botão de pânico"

Por Redação | 26 de Abril de 2016 às 14h27

O governo indiano anunciou no início desta semana que as fabricantes de celulares serão legalmente obrigadas a incluir um "botão de pânico" em todos os dispositivos comercializados na Índia. A medida foi idealizada pela ministra do desenvolvimento das mulheres e crianças na Índia, Maneka Gandhi, e autorizada pelo Ministério das Comunicações para que as vítimas possam acionar facilmente as autoridades, em especial nos casos de estupro, que constituem um grave problema no país.

A exigência vale tanto para celulares quanto para smartphones. No caso dos celulares, a vítima poderá pressionar e segurar as teclas 5 ou 9 para solicitar o serviço de emergência. Já no caso dos smartphones, as fabricantes precisarão integrar essa funcionalidade na interface de software. A exigência passará a ser válida a partir de 1º de janeiro de 2017.

Outra medida anunciada que visa facilitar a localização das vítimas é a exigência de que todos os celulares e smartphones vendidos contem com a tecnologia de geolocalização. Por meio de dados via GPS, as autoridades poderão encontrar de maneira mais fácil e precisa os usuários que solicitarem o serviço de emergência por meio do "botão de pânico". Apesar da difícil implementação dessa tecnologia em celulares mais antigos, grande parte dos novos dispositivos vendidos no país já contam com essa função. Neste caso, as fabricantes devem começar a cumprir a exigência a partir de 2018.

Como a Índia não possui um número único para realizar uma chamada de emergência, ainda não está claro qual número de telefone será discado ao acionar o "botão de pânico". Algumas informações dão conta de que nos próximos meses o governo indiano disponibilizará o número 112 para o atendimento de situações emergenciais.

Fonte: Bloomberg

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