Celulares de tela grande caíram nas graças dos consumidores, revela pesquisa

Por Redação | 30 de Dezembro de 2015 às 11h48

O final dos anos 1990 e começo dos anos 2000 marcaram a retomada no aumento do tamanho das telas de telefones celulares. Esse tipo de crescimento, porém, nunca parou, até que a década de 2010 nos apresentou os phablets, aparelhos de tela avantajada e que são híbridos entre tablets e smartphones. E, se houve algum estranhamento quando eles começaram a chegar às lojas, isso já não existe mais.

De acordo com um estudo conduzido pela consultoria Flurry divulgado nesta segunda-feira (28), a presença deste tipo de gadget cresceu substancialmente durante os últimos dois anos. Enquanto em dezembro de 2013 eles representavam apenas 4% da quantidade de portáteis existentes no mundo, em dezembro de 2015 a fatia dos phablets ocupa 27%. É um salto significativo inclusive em relação ao ano passado: em dezembro de 2014, 13% dos portáteis eram híbridos entre tablets e smartphones.

Tamanhos intermediários diminuem, mas lideram

Apesar de ainda se manterem na liderança como os favoritos do público em geral, os gadgets de tamanho intermediário tiveram sua participação reduzida desde dezembro de 2013. Enquanto há dois anos eles representavam 64% dos aparelhos existentes, caíram para 63% um ano depois e chegaram no final de 2015 com uma fatia de mercado de apenas 54%.

ASUS ZENFONE 6

Phablets, como o Zenfone 2 (foto), já são maioria no Android. (Foto: Bruno Hypolito/Canaltech)

Outras modalidades também tiveram queda: os tablets pequenos foram de 12% (2013) para 11% (2014) e, finalmente, para 9% (2015); já os tablets maiores caíram de 17% (2013) para 11% (2014) e, então, encontram-se em 9% (2015). Os smartphones pequenos também tiveram participação reduzida: de 3% (2013) para 2% (2014) e, enfim, 1% (2015).

Phablets são maioria no Android

Analisando os tamanhos dos aparelhos de acordo com o sistema operacional utilizado, 50% dos gadgets com Android são phablets. Em segundo lugar estão os smartphones de tamanho médio, com 35%. Depois, vêm os tablets pequenos, com 10%, seguidos pelos telefones pequenos, 3%, e tablets grandes, 2%.

No iOS, a maioria dos aparelhos é composta por smartphones médios, 65%. Os tablets grandes vêm logo em seguida, com 14% dos gadgets da Apple. Em seguida vêm os phablets, com 12% e, por fim, os tablets pequenos, com 9%. Em suma, dá para afirmar que o iPhone Plus, que é o phablet da Apple, ainda não faz tanto sucesso quanto o modelo tradicional do gadget, de tamanho intermediário.

Fonte: Flurry

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