Cargas de smartphones podem durar 1 semana com células de combustível embutidas

Por Redação | 10.05.2016 às 07:47

Um dos pontos fracos dos smartphones, em geral, é a duração de sua bateria. Mesmo os modelos com maior capacidade nos obrigam a ter sempre um carregador por perto para que não sejamos pegos desprevenidos por uma carga insuficiente. Mas uma nova tecnologia para manter esses dispositivos funcionando está por vir - e poderemos vê-la sendo aplicada nas próximas décadas.

Aparelhos com sistemas abastecidos por combustível podem ser a solução, deixando a recarga elétrica que utilizamos hoje nas páginas da história. Os modelos de reabastecimento podem fazer com que esses dispositivos se mantenham ligados por até 10 vezes mais tempo do que os modelos elétricos, isso sem falar nas diversas possibilidades de uso de energia limpa nos equipamentos eletrônicos. Essa realidade é tecnicamente possível, uma vez que uma célula de combustível é capaz de converter energia química em eletricidade, eliminando a necessidade de o aparelho estar diretamente ligado à rede elétrica. Sendo assim, quando for necessário recarregar a bateria do aparelho, bastaria adicionar mais combustível, eliminando o tempo de espera da recarga - junto com os cabos e mais cabos.

A companhia que poderá revolucionar o mercado de dispositivos eletrônicos - especialmente a indústria de smartphones - é a britânica Intelligent Energy, que recebeu no início do ano um incentivo de US$ 7,6 milhões para desenvolver uma célula de combustível pequena o suficiente para caber em um aparelho de celular. Além dela, outras companhias também têm apostado em baterias recarregáveis por meio de células de combustível: é o caso de empresas como Brunton, MyFC JAQ, Kraftwerk e Ardica, que fabricam baterias recarregáveis para acampamentos, mochileiros e militares.

De maneira similar à disputa pela conquista do mercado de videocassetes entre as fitas Beta e VHS nas décadas de 1970 e 1980, ainda não se sabe se as recargas de células de combustível serão feitas com hidrogênio ou algum outro líquido como o butano - aquele fluido utilizado em isqueiros. Mas o lógico seria pensar que a substância escolhida será aquela que tem a melhor portabilidade, ou ainda a que apresentar maior facilidade de compra pelo público. Por outro lado, será preciso esperar que as grandes fabricantes de smartphones, como Apple e Samsung, apostem nessa investida, e certamente a fonte de combustível escolhida por elas será a vencedora.

Fonte: TechCrunch