BlackBerry pode deixar o mercado de portáteis em 2016

Por Redação | 09.10.2015 às 09:27

O presidente da BlackBerry, John Chen, informou que a companhia estuda a possibilidade de deixar o mercado de smartphones caso ele não volte a render lucros para a empresa até o próximo ano, informa o site Re/Code.

Não é a primeira vez que o executivo trata do tema, porém é a primeira vez que ele cita uma data limite para que a companhia decida se continua ou não a fabricar e vender smartphones. Durante o evento Code/Mobile, Chen mostrou o Priv, primeiro aparelho da empresa a usar o sistema Android, e falou um pouco sobre o futuro da BB.

Segundo ele, o passo dado a fim de adotar o Android como o sistema operacional tem uma razão bem clara e objetiva: a quantidade de aplicativos disponíveis para a plataforma do Google. Essa é uma das apostas da BlackBerry para tentar se recuperar, pois atualmente a companhia detém apenas 1% do mercado mundial de smartphones.

“O que eu estou fazendo é tirar vantagem daquilo que a indústria pode oferecer, mas não estou abrindo mão da força do nosso núcleo”, informa Chen. Nesse sentido, o executivo revela que o plano por enquanto é fazer o Android e o sistema proprietário da empresa coexistirem dentro de sua linha de gadgets.

John Chen

John Chen, presidente da BlackBerry. (Foto: Mark Blinch/Reuters)

Outros passos

Além dos primeiros passo com o Android, a BlackBerry também planeja investir em outros mercados. Exemplo disso é a recente aquisição da Good Technology por US$ 425 milhões, uma companhia especializada em auxiliar outras empresas a gerenciar conexões entre dispositivos móveis e redes corporativas.

Mas a meta para a BlackBerry continuar no mercado dos portáteis passa não somente pelo sucesso desta empreitada, pois o foco principal é o ressurgimento da companhia como uma boa vendedora de gadgets. Ao The Verge, Chen confessou que o número buscado pela empresa é o de 5 milhões de aparelhos vendidos por ano.

Ou seja, se em 2016 a BlackBerry não alcançar esta meta, é bem provável que ela deixe o mercado de smartphones — caminho também considerado por outros nomes tradicionais do setor, como a Sony.

Fontes: Re/code, The Verge