Bixby segue atrasada porque faltam especialistas em inglês na Samsung

Por Redação | 28 de Junho de 2017 às 10h10

O Galaxy S8 já está no mercado há alguns meses e, desde então, os usuários seguem esperando pela principal novidade prometida pela Samsung: a Bixby. A assistente de voz da empresa foi anunciada com muitas promessas, mas ainda não está disponível em idiomas fundamentais, como o próprio inglês. Depois de algumas projeções de data, parece que a razão para tanta demora finalmente foi revelada. Ao que tudo indica, a gigante sul-coreana simplesmente não tem especialistas para trabalhar com essas línguas.

Segundo o Investor, uma fonte ligada à companhia afirmou que as capacidades linguísticas da assistente ainda são muito insatisfatórias comparados com aquilo que a Amazon e a Apple fazem com a Alexa e Siri. De acordo com ele, as equipes envolvidas estão trabalhando para melhorar essas habilidades exatamente para alcançar um nível mais avançado de inteligência artificial capaz de compreender as necessidades dos usuários.

Parece piada, mas essa falta de conhecimento mais técnico das línguas se encaixa perfeitamente com as justificativas que a própria Samsung dava para explicar o atraso no serviço. No início do mês, surgiu a notícia de que a companhia estava tendo problemas em fazer com que o sistema compreendesse a sintaxe e a gramática do idioma. Em outras palavras, a dificuldade de dar sentido a coisas um tanto quanto simples, como por exemplo a relação de concordância e ordem das palavras, além daquelas pequenas regrinhas que a gente aprende na escola.

Prova disso é que, há pouco tempo, a empresa liberou um Beta nos Estados Unidos e o Bixby Voice foi massacrado pelos usuários, que simplesmente não conseguiam utilizar a assistente. Isso porque o sistema não conseguiu compreender nada do que as pessoas falavam, seja travando ou realizando ações diferentes daquelas que havia sido ordenado. E agora a gente sabe que é porque simplesmente faltam professores de inglês nos corredores da Samsung.

Assim, como muita gente já aponta, dificilmente a empresa conseguirá entregar uma solução funcional até o fim deste ano se seguir neste ritmo. A não ser, é claro, que ela decida terceirizar o serviço para grupos que realmente tenham experiência em trabalhar com conteúdo em vários idiomas, incluindo adaptação de sistemas mais complexos assim. Ou ela pode matricular seus funcionários em uma escola de idiomas também.

Via: The Investor