Apple estaria lucrando mais de 60% com cada iPhone X vendido

Por Redação | 07 de Novembro de 2017 às 11h39
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iPhone X

Problemas de fabricação, atrasos na entrega de aparelhos aos usuários que o adquiriram na pré-venda e diversos rumores – essa é a vida do iPhone X em seus primeiros dias nas lojas. Mas, mesmo assim, em sua mais recente conversa com investidores, o CEO da Apple, Tim Cook, revelou que a expectativa é de lucros entre US$ 84 bilhões e US$ 87 bilhões para o atual trimestre. Basicamente, mais um recorde.

O motivo para isso, apontam especialistas, seria a margem obtida, principalmente, na comercialização de cada unidade do novo modelo de smartphone. O lucro obtido pela empresa seria de cerca de 64%, de acordo com uma análise feita pelo MyFixGuide, que desmontou o dispositivo e avaliou os valores cobrados por cada peça no mercado.

Na soma dos materiais, o custo estimado de produção da versão mais modesta do iPhone X é de US$ 357,50 (nos EUA ele é vendido a US$ 999). É mais do que 50% a mais do que a média de valores de fabricação das gerações anteriores do smartphone, que sempre variaram entre os US$ 200 e US$ 250. Um aparelho premium, como todos nós sabemos, e também aquele que deve render a maior margem para a Apple.

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A conta, por outro lado, não inclui outros custos, como administração, funcionários, distribuição e, principalmente, as sempre enormes despesas com marketing, que, na visão dos analistas, pode aumentar esse valor em 10% a 15%. Ainda assim, elas sempre estiveram presentes desde a primeira geração do iPhone – ou seja, mesmo que a margem total obtida pela Apple no modelo X não seja de mais de 60%, ela ainda assim é a maior de todos os lançamentos da marca já realizados até hoje.

Isso é facilmente demonstrado por meio de outras análises simples de custos. Pela análise, descobriu-se que o iPhone X tem um custo de produção que é aproximadamente 25% maior que os dos antecessores. Entretanto, seu preço de mercado mais do que compensa isso, com o dispositivo tendo chegado às lojas com valores mais de 43% superiores, uma precificação baseada, principalmente, nas inovações apresentadas e pelo hype criado em cima do novo modelo.

De acordo com o MyFixGuide, a parte mais cara do iPhone X é sua tela OLED – também o componente mais difícil de ser fabricado entre todos que estão na parte de dentro do aparelho. A estimativa é que cada display custe US$ 65,50, mais do que o dobro da segunda peça mais cara do produto, a carcaça de aço inoxidável, que tem preço estimado de US$ 36 em cada unidade.

As estimativas de custo feitas pelo site confirmam as expectativas do mercado de que, apesar dos problemas de fabricação e esgotamento de unidades, a Apple está a caminho de mais uma temporada de sucessos. O alto valor da nova edição do dispositivo, bem como a permanência do sucesso das versões do iPhone 7s e anteriores, deve compensar as dificuldades de entrega e as vendas abaixo do esperado da edição 8, também lançada neste ano.

Com isso, cresceram também as estimativas para o que está por vir. A perspectiva de redução nos custos de fabricação do iPhone X e até mesmo a chegada de uma nova versão, incrementada a partir da atual, já leva muita gente a acreditar que, no ano que vem, a Apple será capaz de quebrar a mítica barreira dos US$ 100 bilhões de lucro em um único trimestre. Resta esperar para ver.

Fonte: MyFixGuide

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