Apple compartilha com apps dados do rosto de usuários do iPhone X

Por Redação | 01 de Dezembro de 2017 às 16h38
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Nesta sexta-feira (1), o noticiário internacional está chamando a atenção para o fato de que a Apple está compartilhando com aplicativos de terceiros informações sobre o rosto dos usuários do iPhone X, que usam o Face ID para desbloquear o aparelho, além de criar Animojis com suas expressões faciais.

Ainda não se sabe exatamente como esses apps estão usando o mapeamento do rosto do usuário. Por um lado, essa ideia abre precedente para a criação de aplicativos que podem alertar a pessoa de que ela possa estar deprimida, por exemplo, oferecendo meios para ajudá-la, mas também é possível que desenvolvedores tenham ideias não tão saudáveis usando a mesma tecnologia. Um exemplo que causaria bastante controvérsia seria analisar as expressões do usuário para direcionar publicidade de uma maneira ainda mais invasiva.

Para mostrar como o uso do rosto do usuário pode colocar sua privacidade e até sua segurança em risco, um pesquisador criou um app experimental usando os dados compartilhados pela Apple com o Face ID. O resultado foi a criação de um modelo 3D do rosto do usuário, que, nas mãos erradas, pode ter um uso perigoso.

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Depois de a notícia ter sido publicada no Washington Post, a Apple decidiu rever suas políticas de privacidade para o Face ID. Tom Neumayr, porta-voz da Maçã, disse que a companhia leva a segurança e a privacidade muito a sério, "e esse comprometimento é refletido nas fortes proteções que foram construídas no Face ID, bem como nas proteções implementadas no iOS". Na tentativa de frear um enorme problema envolvendo o reconhecimento facial do iPhone X, a companhia está, agora, exigindo que "os desenvolvedores peçam a permissão do usuário antes de acessar a câmera, e também que os apps expliquem como e onde os dados serão usados".

Contudo, os desenvolvedores não tão bem intencionados assim podem dar um jeitinho de conseguir a permissão do usuário e coletar seus dados faciais de qualquer forma. Assim como nós precisamos concordar com os termos de uso de serviços online para poder acessá-los, não sendo possível caso cliquemos em "não concordo", esses apps podem exigir a autorização do escaneamento facial para liberar o uso do app, não restando saída ao usuário além de confiar na empresa que desenvolveu aquele aplicativo em questão.

Fonte: Washington Post

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