Ainda vai valer a pena adquirir um smartphone topo de linha?

Por Redação | 05 de Julho de 2016 às 20h56
photo_camera Divulgação/Samsung

A maioria das fabricantes de smartphones vem se adaptando às necessidades do mercado criando aparelhos com recursos limitados quando comparados às grandes estrelas de suas linhas, mas com preços muito mais atrativos. Assim, os intermediários ganharam um novo patamar, apresentando normalmente uma ótima relação entre custo e benefício, especialmente se colocados lado a lado com os chamados topos de linha.

Isso deixa a dúvida: em breve, ainda vai valer a pena investir milhares de reais em um gadget de ponta? A resposta desta pergunta pode ser um simples “não”, e por razões óbvias. Tudo bem que o hardware de um gadget de R$ 1,5 mil é bem inferior ao de outro que custa R$ 2,8 mil, porém, você nem sempre precisa de oito núcleos de processamento nem do melhor sistema de estabilização óptica já imaginado pelo ser humano.

Entretanto, analisando um pouco mais, é possível imaginar que há, sim, espaço para os chamados flagships — e é isso que defende Alex Dobie, jornalista do site Android Central. Em uma longa reflexão publicada nesta terça-feira (5), ele defende que os aparelhos de ponta ainda têm combustível para queimar, apesar do avanço significativo dos “intermediários de ponta”.

Cada vez mais específico

Em suma, a posição de Dobie é de que os Galaxy S, iPhones, LG G e outros gadgets mais caros e poderosos apresentarão cada vez mais um apelo de nicho. O jornalista aponta que o avanço de tecnologias como reprodução de vídeos em 4K, baterias aprimoradas e especialmente recursos de realidade virtual podem ser as boias nas quais os tops de linha vão se salvar por mais alguns anos adiante.

Como é de costume na maioria das indústrias em que uma mesma empresa fabrica produtos concorrentes, algo que se encaixa perfeitamente em basicamente todas as fabricantes de smartphones, da Apple à Xiaomi, recursos avançados e úteis (ou seja, não só aquela perfurmaria dispensável) costumam chegar primeiro aos itens mais caros que saem da linha de produção.

Então, quando a próxima tecnologia bombástica de baterias pequenas e poderosas começar a ser implementad, é bem provável que elas cheguem antes aos aparelhos de ponta — assim como vem acontecendo com as super-resoluções de tela e já aconteceu com os leitores de impressões digitais, cada vez mais populares.

Câmeras: outro diferencial

Quando os primeiros celulares com câmeras começaram a surgir, eles também costumavam ser mais caros do que aqueles que não contavam com um sistema de captura de imagens. Aos poucos, o recurso se popularizou e hoje é possível adquirir um celular com preço e funções intermediárias e com um bom desempenho na hora de registrar fotos e vídeos.

Porém, inegavelmente, os melhores deste quesito são (e serão cada vez mais) os smartphones high-end. Além disso, a evolução das câmeras, bem como a presença de duas lentes na parte traseira de um gadget, também chegará primeiro aos topos de linha, outro fator que mostra que eles ainda tem o que gastar antes de serem “superados” pelos intermediários.

Enfim, para Dobie, qualidade de resolução, suporte para recursos em realidade virtual, baterias melhores e câmeras ainda mais avançadas serão os principais diferenciais práticos e notáveis dos flagships em relação aos seus concorrentes mais baratos nos próximos anos.

Fonte: Alex Dobie/Android Central