Smartphones com sistema operacional Ubuntu devem custar entre R$ 470 e R$ 940

Por Redação | 13.03.2014 às 09:10 - atualizado em 13.03.2014 às 10:01
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Para aqueles que estão animados com a chegada de smartphones com o sistema operacional Ubuntu, aí vai mais uma boa notícia. Durante o evento de tecnologia CeBIT, em Hanover, na Alemanha, o CEO da Canonical, Mark Shuttleworth, revelou que os celulares equipados com a plataforma deverão custar entre US$ 200 e US$ 400, cerca de R$ 470 e R$ 940, respectivamente.

"Vamos até o fim [com a estratégia de lançar os aparelhos nesses valores] porque queremos consumidores que procuram por uma nova e forte experiência [em smartphones], já que nossa ambição é vender o PC do futuro, aquele que será nosso mecanismo de computação pessoal", disse Shuttleworth. As informações são do site The Inquirer.

Vale lembrar que, apesar da declaração do executivo, o preço oficial dos dispositivos precisará ser aprovado pela chinesa Meizu e pela espanhola BQ, as fabricantes responsáveis pela produção dos primeiros modelos de telefone com o sistema operacional. Em todo o caso, a previsão é bem mais animadora do que os preços do Ubuntu Edge, que iria custar entre US$ 630 e US$ 800 se tivesse saído do papel - o projeto não conseguiu alcançar a meta de US$ 32 milhões no Kickstarter e foi cancelado.

Além disso, um smartphone que custa entre US$ 200 e US$ 400 é considerado, nos Estados Unidos, um aparelho de configuração intermediária. Dessa forma, o produto seria mais barato que os Androids topo de linha vendidos por LG, Samsung e outras companhias do mercado, isso sem contar os iPhones da Apple, que chegam a custar de US$ 650 a US$ 850. Levando em consideração o custo dos celulares inteligentes aqui no Brasil, um aparelho da Canonical nessa faixa de preço poderia chegar por um valor semelhante ao do Moto X, que custa R$ 1.500.

Ubuntu Phone

Ubuntu Phone

O sistema operacional Ubuntu OS rodando em um Galaxy Nexus. (Foto: Ars Technica)

Na visão do CEO da Canonical, o projeto dos smartphones com Ubuntu é uma alternativa aberta ao Android, pois oferece as mesmas vantagens do sistema operacional do Google, mas sem o monopólio da empresa. Em relação à Apple, Shuttleworth afirma que não tem como alvo os usuários do iPhone, já que esses consumidores têm uma "conexão emocional" com o ecossistema da Maçã.

Em entrevistas, oi executivo também disse que a companhia poderá se beneficiar do sucesso do Android. Isso porque toda a equipe por trás dos dispositivos Ubuntu puderam ver as principais vantagens e defeitos da plataforma e desenvolver alternativas que chamem a atenção dos usuários. Mais do que isso, a ideia é permitir que o dono utilize o aparelho como um celular e também como um computador convencional, conectando-o a um monitor.

"O Android não foi projetado ou construído para ser o seu computador pessoal. Temos a vantagem de começar tarde [sobre entrar no mercado de smartphones], então fomos capazes de pensar em novas estratégias antes de tocar o projeto. O Android com certeza tem cumprido seu propósito, mas talvez seja hora de algo novo", declarou Shuttleworth.

O sistema ainda é compatível com aplicativos feitos em HTML5, que facilita a criação de novas ferramentas e a adaptação de apps de sucesso de outras plafatormas mobile que utilizam essa linguagem de programação. Por enquanto, a companhia confirmou que os 50 aplicativos mais usados no Android e no iOS estão sendo convertidos para rodar nos smartphones da linha Ubuntu, entre eles o Evernote e o Grooveshark.

Ainda não há data definida para o lançamento dos produtos, mas a Canonical já revelou que os primeiros modelos serão colocados à venda ainda neste ano.