Segurança: EUA vai proibir embarque de gadgets com bateria descarregada

Por Redação | 07 de Julho de 2014 às 11h21

Todos já conhecem a norma: ao voar, o celular deve estar desligado. Mas uma nova lei das autoridades de segurança americanas parece ir contra essa norma tão comum há tantos anos. Para conter novas ameaças terroristas, os oficiais podem pedir que os usuários de transporte aéreo liguem seus aparelhos eletrônicos para uma breve checagem e o mantenham assim por algum tempo, mesmo dentro das aeronaves.

A nova regulação, de acordo com o canal americano CNBC, entrou em vigor no domingo (06) e já vale para todos os aeroportos dos EUA. Apesar de não ter uma motivação confirmada oficialmente, a ideia por trás das novas normas é um novo método no qual terroristas poderiam ocultar explosivos e armas no interior de celulares ou notebooks. Como tais artigos devem sempre permanecer desligados, esse seria um esconderijo bastante útil.

Nem todos os viajantes precisarão submeter seus eletrônicos para checagem, claro, mas as autoridades dos aeroportos têm permissão para pedir esse procedimento aleatoriamente aos usuários. A ideia é que o aparelho seja ligado e usado rapidamente, para provar que se trata de um celular ou computador real, e não apenas uma carcaça que oculta algo potencialmente perigoso em seu interior.

A medida também pode ser adotada em aeroportos internacionais que operem voos para os Estados Unidos, tanto pelos oficiais locais quanto estrangeiros. Caso o usuário se recuse a ligar os equipamentos – ou tenha o azar de estar sem bateria – poderá perder seus eletrônicos e até mesmo ser levado para a famosa “salinha” para questionamentos adicionais.

O conjunto de regras, claro, já está na mira dos críticos, que comentam sobre a dificuldade ainda maior de se embarcar em voos internacionais e a paranoia das autoridades com a ameaça terrorista. A Transportation Security Administration (TSA), órgão federal responsável por todo o conjunto de normas de segurança aérea, admite que a novidade pode trazer inconveniências, mas que elas com certeza são um preço baixo a pagar para evitar ameaças terroristas e catástrofes como os atentados de 11 de setembro, que aconteceram há quase 13 anos, mas cujas imagens ainda permanecem vivas na memória de todos.

Apesar disso, a organização disse que está sempre disposta a rever suas normas com foco na conveniência de seus passageiros e pretende observar o andamento de filas e a quantidade de reclamações de usuários do sistema de forma a adequá-lo. Mas, por via das dúvidas, é melhor ir ao aeroporto com seus aparelhos sempre carregados, caso contrário, você pode acabar ficando sem eles.

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