Rival chinesa da Apple esgota novos aparelhos em apenas três minutos

Por Redação | 27 de Janeiro de 2015 às 14h28

O lançamento do mais novo smartphone da Xiaomi, a grande rival da Apple na China, foi um sucesso estrondoso. De acordo com o Business Insider, foram necessários apenas três minutos para que os estoquem acabassem.

Ainda não há números exatos sobre quantos aparelhos foram negociados, contudo, a Xiaomi já registrou mais de 220 milhões de reservas de seu novo dispositivo móvel. Ainda que nem todas essas requisições se concretizem em vendas, a expectativa da companhia é de comercializar pelo menos 100 milhões de smartphones até o final de 2015. Um salto substancial em relação aos números do ano passado, que ficaram em 61,1 milhões.

Conhecida como a "Apple chinesa", a Xiaomi vem sendo acusada pelo chefe do departamento de design da Apple, Jony Ive, de "roubar" os desenhos dos aparelhos da Maçã para aplicar em seus lançamentos. Desta vez, para evitar as comparações, a companhia oriental decidiu descartar a mesma aparência dos iPhones e escolheu um caminho diferente, com uma elegante estrutura de vidro.

Obviamente, o sucesso do Mi Note não se dá somente pelo seu desenho. As configurações são muito sedutoras para o preço pelo qual o aparelho é oferecido. O smartphone entrega tela full-HD de 5,7 polegadas, com processador Snapdragon 801, mais 3GB de memória RAM e 16 GB de memória interna, com possibilidade de expansão para 64 GB. A câmera traseira tem capacidade de 13 MP e o dispositivo também é compatível com 4G e tem entradas para cartões dual-SIM, além de bateria de 3,000 mAh de autonomia.

Ou seja especificações mais poderosas do que as do iPhone 6, mas com preços bem abaixo. Enquanto o aparelho da Apple sai por US$ 749, o da Xiaomi é vendido por menos da metade do valor, US$ 370.

O sucesso na China tem um valor diferenciado para a Apple porque é um mercado crescente dentro da empresa. O sucesso recente do iPhone 6 e iPhone 6 Plus na Coreia do Sul, o que estrategicamente afeta a Samsung em seu próprio país, e as boas vendas de seus aparelhos na China — que pela primeira vez foram superiores do que nos Estados Unidos — são provas disso.

Então, o sucesso da Xiaomi entra como mais uma peça chave no mercado asiático de smartphones, já que a China é atualmente a prioridade da Apple. Enquanto a companhia de Cupertino baixa seus preços no varejo chinês, a Xiaomi já adiantou que vem criando modelos capazes de competir com os aparelhos da rival no ocidente.

Fontes do Android Insider dizem que a Xiaomi, apesar de dizer que não pretende se expandir no mercado ocidental, deve competir agressivamente com a Apple, com um aparelho bem parecido com o iPhone e preço menor.

Essa postura tem levado muita gente a acusar a empresa chinesa de aproveitar a escassez de outros produtos para "empurrar" os seus, em ritmo frenético. Em resposta, o CEO Lei Jun disse: "Smartphones topos de linha são como frutos do mar. Nem toda fábrica sabe lidar com eles, e você não ousa armazená-los sem ter como vendê-los".

Fonte: http://www.businessinsider.com/xiaomi-mi-note-sells-out-in-3-minutes-2015-1

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