Polícia Federal intercepta longa conferência de presos feita via celular

Por Redação | 05 de Dezembro de 2012 às 13h13

A Polícia Federal interceptou conferências telefônicas feitas entre presos e outros criminosos que estavam fora da cadeia. As ligações chegavam a durar cerca de nove horas, ininterruptas. As gravações, feitas com autorização judicial, fazem parte da Operação Leviatã, criada para combater o tráfico internacional de drogas.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, uma das conversas, gravada no dia 10 de fevereiro de 2011, reunia dois presos da Penitenciária de Presidente Venceslau (SP) e três criminosos que estavam nas ruas. Eles ficaram em conferência telefônica por exatas nove horas e 38 minutos seguidos.

Essas conexões são feitas para organizar os crimes, como a distribuição de maconha e cocaína e os investimentos que devem ser feitos com o dinheiro arrecadado com o tráfico. A Polícia apurou que essas reuniões a distância contavam com a participação de, em média, quatro pessoas e podiam durar diversas horas ou apenas alguns minutos. Mas também houve um caso em que nove pessoas estavam envolvidas nas ligações, sendo seis delas presidiários.

Os grampos telefônicos da operação tiveram como foco o presídio de Presidente Venceslau, porque é ali que a Secretaria da Administração Penitenciária mantém chefes do PCC, a facção criminosa que age em São Paulo. Quando questionada pelo jornal Folha de S.Paulo a respeito do uso de celulares na cadeia, a Secretaria informou que "tem atuado para impedir a entrada e o uso de celulares dentro dos presídios".

Em nota, o órgão informou ainda que, entre os meses de janeiro a agosto de 2012, 8.335 telefones celulares foram apreendidos nas 152 penitenciárias do Estado de São Paulo. Do total, 4.578 estavam em presídios de regime fechado e 3.757 em unidades de regime semiaberto.

Em relação aos bloqueadores de celulares, que durante algum tempo eram instalados nas prisões para tentar evitar o uso dos aparelhos, a Secretaria disse que faz diversos testes com bloqueadores de sinal diferentes, mas nenhum aparelho testado conseguiu impedir com eficiência o uso dos celulares.

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