Pesquisa: para jovens, celular é mais importante que higiene pessoal

Por Redação | 01 de Julho de 2014 às 18h03
photo_camera Divulgação

A noção pode até ser alarmista, mas é perfeitamente plausível. De acordo com uma pesquisa da consultoria americana Braun Research, os celulares são vistos pelos jovens de hoje como um item de primeira necessidade, mais do que a própria higiene pessoal. Os dados foram publicados pelo site da Forbes e revelaram algo que todo mundo, praticamente, já imaginava: está cada vez mais difícil viver sem um smartphone hoje em dia.

Os números mostram que 96% dos Millenials, jovens americanos entre 18 e 24 anos, não conseguiriam passar muito tempo longe de seus dispositivos mobile. Em segundo lugar, com 93%, estão as escovas de dente, e em terceiro os desodorantes, acumulando 90% das respostas.

O resultado permanece parecido quando se leva em conta uma amostra maior, que vai dos 18 aos 30 anos. E é aqui que está representada a maior mudança no comportamento dos jovens nos Estados Unidos, que cada vez mais privilegiam um celular de topo de linha como item de necessidade básica, e menos um carro ou outros itens como televisão e café. Viver desconectado, para os participantes da pesquisa, é cada vez mais difícil.

De acordo com os números, 47% dos entrevistados disseram ser incapazes de passar um dia inteiro sem checar o smartphone. Mais do que isso, 80% disseram que deixariam de beber ou comer chocolate caso tivessem que trocar uma dessas atitudes – ou ambas – para ter acesso a um celular novamente.

Ainda assim, aparentemente, os jovens têm a noção de quando estão passando dos limites. Para 38% dos participantes, o hábito tecnológico mais irritante é a checagem de mensagens e redes sociais no celular quando ao volante. A ação é frequentemente citada como grande causa de acidentes e motivo de mortes frequentes no trânsito.

Mas, ao contrário do que se imagina, apenas 7% dos entrevistados revelaram não gostar quando um amigo checa o aparelho durante uma refeição, e uma amostra menor ainda disse se incomodar quando alguém faz isso durante uma conversa. Em vez disso, falar alto demais ou passar informações pessoais em demasia – o famoso oversharing, seja na vida ou nas redes sociais – foram citadas como a segunda e terceira atitudes mais irritantes em relação ao uso dos smartphones.

A pesquisa foi feita durante o mês de maio com mil jovens e adultos de idades entre 18 e 30 anos. Participaram apenas aqueles que possuem smartphones e a própria pesquisa foi realizada por meios telefônicos.

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