O leitor de digitais do iPhone 5S e suas implicações na privacidade dos usuários

Por Joyce Macedo | 11 de Setembro de 2013 às 15h30

A Apple criou uma nova forma de conceder aos usuários acesso rápido a seus smartphones. Em vez de precisar digitar códigos numéricos, usuários do iPhone 5S precisam apenas repousar o dedo na superfície do botão Home para acessar deu dispositivo e um scanner de impressão digital faz o resto do trabalho. A digitalização de impressões digitais também se estende para aplicativos nos quais é preciso digitar senhas para comprar itens, como na App Store, por exemplo. Porém, apesar de conceder maior proteção contra ladrões, hackers e amigos engraçadinhos que tentam adivinhar os códigos numéricos de desbloqueio do iPhone, a novidade também pode inflamar discussões sobre as implicações do leitor de digitais para a privacidade do usuário.

Afinal, vivemos em tempos de megaespionagem da NSA, que comprovadamente acessava, de forma remota, o conteúdo de milhões de smartphones (iPhones, BlackBerrys e Androids entre eles).

Mas, afinal, a Apple poderia criar um grande banco de dados global de identidades e impressões digitais com o uso da nova tecnologia? A resposta da empresa é não. Isso porque a companhia fez questão de deixar claro durante as apresentações do novo iPhone que não irá armazenar as impressões digitais de seus usuários online. Ou seja, nada de cópias de digitais nos servidores da Apple, nuvens privadas, ou em qualquer outro lugar além do dispositivo do usuário. Ou ao menos é o que eles dizem...

A empresa garante que os dados mapeados pelo Touch ID são criptografados e armazenados diretamente no processador A7 do smartphone e não são transmitidos para o iCloud, como acontece com outras configurações do smartphone. "É um nível muito alto de segurança", disse Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple durante o evento de lançamento do novo iPhone.

Há controvérsias

Porém, mesmo com a Apple garantindo a segurança das digitais dos usuários, nem todos ficaram satisfeitos com as explicações da empresa. "Como exatamente nós podemos nos assegurar disso? Por que vamos confiar na Apple?", questiona um participante do fórum Hacker News.

Talvez essa desconfiança tenha aumentado ainda mais após um documento divulgado recentemente mostrar que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos pode acessar dados sigilosos dos principais smartphones, iPhone incluído.

A agência teria sido capaz de copiar dados de um iPhone conectado a um computador e controlar também 38 recursos do smartphone. "Agora que temos que considerar que iPhones são espionados pela NSA, penso se eu realmente quero dar a eles minhas impressões digitais. Pessoalmente, prefiro manter minha senha", opina outro participante do fórum.

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