Telas de safira para smartphones oferecem resistência ainda maior

Por Redação | 08.03.2013 às 10:05

Nada de Gorilla Glass: se você quer uma tela super-resistente para seu smartphone, tem que conhecer o poder do cristal de safira. Este é o mesmo composto de óxido de alumínio que é mais conhecido no formato de pedras brilhantes azuis que podem custar fortunas.

Durante uma demonstração gravada pelo pessoal do CNET na MWC, podemos ver uma fina folha de safira colada sobre a tela de um iPhone 5. Aparentemente, a sobreposição de safira é indistinguível de um painel de vidro, pelo menos a olho nu. Durante diversos testes, a proteção de safira se mostrou extremamente resistente a riscos e quedas.

Dependendo da fórmula exata de fabricação do vidro quimicamente reforçado, a safira consegue ter cerca de 2,5 a 3 vezes a sua resistência. Além de ser um dos materiais mais fortes que existe, a safira sintética é altamente rígida e não deforma ou derrete perante altas temperaturas, mas isso não faz com que a tela perca a sensibilidade.

A safira é um material explorado e conhecido na indústria aeroespacial, militar e também está presente em dispositivos médicos - como lasers, janelas de proteção e lentes altamente especializadas. Além disso, algumas TVs e lâmpadas de LED também utilizam o composto em sua fabricação. Sem contar que a safira já é usada para proteger as lentes das câmeras de smartphones como o iPhone 5 e os mostradores de alguns relógios de luxo.

E é claro que a indústria dos smartphones também aderiu a essa novidade, mas por enquanto existe apenas um smartphone com a tecnologia, o Android 'Vertu Ti'. O preço? Algo em torno de US$ 10 mil (cerca de R$ 20 mil). Isso porque o material é muito caro, cerca de três ou quatro vezes maior que o custo de um vidro normal.

A empresa que organizou a demonstração da tela de safira, GT Advanced Technologies, fabrica blocos gigantes (250 kg) de safira cristalina para seus clientes do ramo da tecnologia - que depois podem se transformar em uma série de coisas. Atualmente, não existe capacidade suficiente para criar displays de safira em massa, mas... quem sabe futuramente?