Fabricante do Blackphone agora é dona da própria operação

Por Redação | 27 de Fevereiro de 2015 às 15h45

Para a Silent Circle, fabricante do Blackphone, o ideal de segurança extrema vai além de sistemas de criptografia avançados para o smartphone e a garantia de conexões seguras com a rede. Trata-se, também, de proteger o próprio negócio, como mostra o anúncio feito nesta sexta-feira (27) pela companhia, que agora, é dona da própria operação por completo.

Após receber um financiamento de US$ 50 milhões pelas mãos de diversos investidores, a fabricante comprou de volta a parcela de seus negócios que estava nas mãos da Geeksphone, parceira que auxiliou desde o início do desenvolvimento do smartphone seguro. Agora, toda a operação relacionada ao Blackphone está nas mãos da própria Silent Circle, que segue de forma independente nos contatos com fornecedores, lojistas e distribuidores.

A novidade vem em antecipação ao Mobile World Congress, que começa na semana que vem. A empresa revelou que vai anunciar novos modelos durante o evento, ampliando as opções de aparelhos mas mantendo o foco na segurança. Essa, reafirmou a Silent Circle, é sua grande prioridade, e o buyout torna a companhia mais eficiente e confiável para lançamentos. As informações são do CNET.

Além disso, outro grande plano para o Mobile World Congress é a revelação do “primeiro ecossistema mobile seguro para empresas”. A Silent Circle não entrou em detalhes sobre o que isso significa, exatamente, mas a ideia é que a iniciativa vá além do óbvio, que são os aparelhos voltados para o segmento corporativo, e se estenda também a plataformas de computação na nuvem e outros serviços que garantam anonimato, proteção e, acima de tudo, confiabilidade.

O Blackphone funciona com uma versão altamente customizada do sistema operacional Android. Para garantir a segurança total nas ligações e mensagens de texto, o aparelho abre mão dos aplicativos da Google Play Store para focar em uma loja própria, apenas com softwares certificados. O aparelho surgiu após os escândalos de espionagem detonados por Edward Snowden em 2013 e, apesar de encarado com ceticismo, acabou se tornando um sucesso em setores específicos.

É justamente daí que vem o foco, agora, no mercado empresarial. Com os casos de ataques hackers e golpes de negação de serviço cada vez mais comuns, empresas começam a se preocupar bem mais com a segurança de suas informações. E é aí que deve entrar o ecossistema da Silent Circle, voltado justamente para garantir tranquilidade nas operações e evitar – ou, pelo menos, dificultar – o vazamento de informações confidenciais e estratégicas.

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