Ex-executivo da Palm diz que quem comprar a BlackBerry não fará bom negócio

Por Redação | 15 de Agosto de 2013 às 11h50

No início desta semana, a BlackBerry anunciou publicamente por meio de um comunicado que seu Conselho de Administração está explorando "estratégias alternativas" para aumentar seu valor e suas vendas. Uma das estratégias ventiladas por analistas foi a venda da empresa.

Mas essa tarefa não será tão fácil quanto parece, especialmente porque não existem muitos investidores demonstrando interesse na empresa que enfrenta dificuldades. Jean-Louis Gassée, um ex-executivo da Apple que também foi presidente da PalmSource, disse com todas as letras ao The New York Times que "a aquisição da BlackBerry é necrofilia". Ele acrescentou que a marca BlackBerry "está manchada", e se declarou um antigo fã da marca que agora está triste.

Embora nem todos sejam tão pessimistas quando Gasée, as expectativas acerca de um negócio espetacular envolvendo a BlackBerry ainda são baixas.

Analisando o cenário

A especulação de que a BlackBerry – que na época ainda atendia por RIM – se tornaria uma empresa privada circula há anos, e grandes companhias, como a Microsoft, chegaram a manifestar algum interesse na compra no passado. Empresas de tecnologia de menor porte cobiçam a marca da BlackBerry e algumas de suas tecnologias, mas o governo do Canadá, onde a empresa está sediada, sugere fortemente que tal aquisição seja proibida devido a razões de segurança nacional.

Analistas acreditam que o fechamento do capital da companhia daria mais tempo e fôlego para a BlackBerry se concentrar na evolução e inovação de seus produtos, sem precisar gerenciar resultados financeiros o tempo inteiro para proteger o preço das suas ações.

A companhia agora está focada em acelerar a implantação do BlackBerry Enterprise Service 10 (BES 10), sua solução para o gerenciamento de dispositivos móveis corporativos e pessoais, bem como na ampliação da base de smartphones BlackBerry 10.

As ações da companhia caíram 19% este ano. Seu valor de mercado também despencou para US$ 4,8 bilhões, perante um pico de US$ 84 bilhões atingido em 2008. A companhia tem depositado suas esperanças na sua nova linha de dispositivos BlackBerry 10, e agora aguarda as tais "estratégias alternativas".

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