Estudo mostra que quanto mais caro fica o iPhone, mais barato é o Android

Por Redação | 03 de Fevereiro de 2015 às 15h35

Smartphones com Android são consideravelmente mais baratos que os iPhones e, de acordo com uma pesquisa realizada pela ABI Research e publicada pelo Wall Street Journal, a diferença de preços entre as duas fabricantes cresceu bastante no último ano: o iPhone está ficando cada vez mais caro e o Android mais barato.

Há exatos 12 meses, um iPhone era vendido por uma média de US$ 600 e um dispositivo Android por US$ 350. Agora, um aparelho da Apple está por cerca de US$ 687 e um do Google por US$ 254. De acordo com a publicação de Christopher Mims, esta tendência reflete "uma crescente desigualdade de renda mundial", afirmando que a distribuição de lucros entre as duas companhias reflete a distribuição da riqueza entre os consumidores destes produtos.

Porém, isso não impede que a Apple seja campeã de vendas. Mims diz que na Coreia do Sul, por exemplo, é inédito que uma fabricante de smartphones fora dos Estados Unidos atinja uma quota de mais de 20% do mercado e que a Apple está com 33%, e crescendo rapidamente.

Os desenvolvedores de aplicativos acabam sendo prejudicados, pois o iOS ainda é a plataforma mais rentável, devido ao fato de que os clientes da Apple são de uma classe mais alta e gastam bastante comprando diferentes apps. Enquanto isso, o Android atinge uma parcela da população com renda mais baixa, então aplicativos mais "sofisticados" acabam sendo deixados de lado para esta plataforma.

Porém, esta tendência é vista como uma coisa boa para o Google e os fabricantes de aparelhos com Android, pois os mercados ocidentais estão alcançando níveis de saturação com pouco espaço para expansão, além de um aumento da quota de mercado que se deve aos longos ciclos sucessivos de produtos. Já o desenvolvimento de mercados mundiais, ao contrário, são uma ótima e grande oportunidade para crescimento.

Apesar do crescimento constante da Apple, o Android já possui uma grande base de usuários. Em 2014, mais de um bilhão de dispostivos foram enviados, sendo cinco vezes a mais do que a Apple, que enviou 192,7 milhões.

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