Empresa cria bateria que pode ser recarregada em apenas 30 segundos

Por Redação | 25 de Novembro de 2014 às 16h47

Se depender da StoreDot, você dará adeus à rotina de colocar o seu celular para carregar durante a noite enquanto dorme muito em breve. A startup de Israel diz ter criado um novo tipo de bateria para smartphones que pode ser recarregada em 30 segundos e promete modificar completamente a relação entre as pessoas e seus produtos eletrônicos.

O segredo é a nanotecnologia utilizada para sintetizar moléculas artificiais com alta carga e capacidade de transmissão superior. Como explica a agência Reuters, o conceito é semelhante ao de uma esponja densa capaz de absorver rapidamente a eletricidade e mantê-la por um período prolongado. A autonomia seria a mesma dos produtos convencionais que encontramos hoje em dia, já que o foco é o recarregamento mais rápido e não a ampliação do potencial do componente.

A grande cartada da empresa está nos “nanodots”, moléculas orgânicas cujo comportamento pode ser alterado por meio de descargas elétricas. Assim, elas podem ser configuradas para alta retenção, com um tempo de recarregamento maior, ou vice-versa, sendo abastecidas de maneira extremamente rápida e garantindo 24 horas de uso do celular, por exemplo.

E como não poderia deixar de ser, a StoreDot conta com nomes de peso por trás de seu funcionamento. Sem revelar quem são seus financiadores, a empresa diz ter recebido US$ 48 milhões em dinheiro de um "grande fabricante asiático de celulares" para trabalhar na tecnologia.

Além do carregamento ultraveloz, a ideia por trás da nova bateria é reduzir o consumo de energia, já que as nanodots também são mais eficientes. A proteção do meio ambiente vem por meio de menos ciclos de carregamento e a durabilidade maior, com a empresa tendo até mesmo a ideia de criar modelos conversíveis que poderiam ser retirados de um dispositivo e utilizado em outro para diminuir a quantidade de baterias produzidas em todo o mundo.

Nos testes realizados pela StoreDot, cada bateria foi capaz de suportar 1.500 ciclos de carga, o que, para um usuário normal, se traduziria em três anos de uso diário sem que o dispositivo apresentasse queda de rendimento. Após esse período, a bateria poderia continuar a ser usada, mas não apresentaria mais a mesma capacidade de carga e autonomia originais.

Com lançamento previsto para 2016, a novidade já passou por testes extremamente bem-sucedidos em laboratório e, agora, segue para um estágio no qual começa a ser lapidada. O grande foco da StoreDot está no tamanho da célula, que ainda é grande demais para ser usada em um smartphone, mas já poderia ser adotada em carros, computadores ou outros equipamentos. Apesar disso, a ideia é mesmo lançar um único produto que atenda a todos esses segmentos.

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