Como serão os smartphones do futuro?

Por Redação | 28.11.2012 às 15:45

Quando se pensa em futuro de smartphones, logo vem à cabeça a imagem de um iPhone ou Galaxy S III mais fino, mais leve e com uma tela ainda mais tecnológica. Se voltarmos um pouco no tempo, quando Google e Apple não dominavam ainda o mercado, ou melhor, na época pré-iPhone, veremos que os líderes de mercado eram os telefones de empresas como Motorola, Palm e RIM.

A evolução foi assustadora, não? Você consegue projetar, nos moldes atuais e com a constante e feroz disputa pela melhor tecnologia entre as empresas, como seriam os smartphones daqui a 5 ou 10 anos? Algumas previsões já estão sendo feitas, e de acordo com o Digital Trends, muita coisa pode mudar não apenas no smartphone em si, mas também em sua forma de uso.

Um telefone, duas personalidades

É comum vermos as pessoas penduradas em seus smartphones hoje em dia, ou o contrário. Estranho seria ver um grupo de pessoas avessas à tecnologia. Jovens, crianças, idosos, de cabo a rabo - quase todos necessitam ter um telefone com pelo menos alguns números na agenda.

Mas à medida que a modernidade avança e o principal público-alvo dos smartphones torna-se composto por empresários, funcionários de empresas, free lancers e demais participantes do mundo corporativo, a vida social passa a ter um espaço próprio nestes aparelhos, enquanto a vida profissional ocupa a outra parte. Nascem duas personalidades, bem divididas.

No futuro, é bem provável que essa divisão seja levada mais a sério nos smartphones. Uma interface para a vida social, outra para a profissional. A tendência do celular com dois cartões SIM deve aumentar, e provavelmente dominar o mercado. A divisão entre duas personalidades será tão intensa que os aplicativos instalados na interface do telefone corporativo não poderão ser acessados pela interface do pessoal. Seu chefe não poderá intrometer-se no que você estiver fazendo no seu tempo livre. Seu cônjuge não poderá interferir em seus negócios.

Roaming internacional mais barato

O crescimento no mundo dos negócios e a globalização são fatores que andam juntos, e o resultado disso em nossas vidas pode ser resumido em uma só palavra: viagens. Cada vez mais pessoas viajam de um país a outro a trabalho, porém sofrem com as altas taxas de roaming cobradas pelas operadoras. As taxas chegam a ser tão caras que o melhor a se fazer é comprar um SIM pré-pago no exterior, dependendo do tempo de estadia.

Os custos de roaming podem ultrapassar os 18 reais por minuto, com o megabyte de dados custando ainda mais caro! E assim, falar ao telefone ou conectar-se dele para verificar alguns e-mails e notícias podem ser as atividades mais caras de uma viagem rápida ao exterior.

As operadoras deverão aderir ao constante movimento do mundo e entrar em um acordo. O que as pessoas querem é praticidade, então por que não criar cartões SIM dinâmicos, que mantenham os custos baixos e tornem acessíveis todos os recursos e características do telefone no exterior? Assim, acessar o e-mail ou fazer ligações de um país a outro não seria mais um bicho de sete cabeças. Tudo seria feito do SIM original, sem necessidade de trocar o número. Basta comparar a evolução do serviço de mensagens das operadoras e smartphones: há cinco anos, cobrava-se caro para enviar SMS para operadoras diferentes. Hoje, devido à concorrência dos apps, os pacotes estão cada vez mais baratos.

PABX Virtual

PABX é a sigla de Private Automatic Branch Exchange, ou troca automática de ramais privados. Refere-se aos centros de distribuição telefônica empresariais, utilizados para conectar funcionários há muitos anos, que se tornaram obsoletos, principalmente depois da popularização da Internet.

As empresas estão pagando por várias linhas e números diferentes e às vezes precisam transferir a ligação para o celular de um funcionário. O ideal não seria ligar diretamente para o celular que o empregado carrega?

Ser capaz de vincular um smartphone ao encaminhamento e à capacidade de resposta física ou virtual via tecnologia VoIP não só é possível, como também um recurso presente em PABXs VoIP. Esta funcionalidade só não está ainda integrada na experiência de uso de um smartphone, mas poderia ser incluída na nova geração destes aparelhos.

Hardware

A próxima geração de smartphones terá atrativos visuais e funcionais como aqueles que já vimos antes, mas que nunca foram muito populares. Por exemplo: carregar a bateria por indução. A queixa da curta duração da bateria de smartphones é quase unânime, então por que não facilitar as coisas? O carregamento por indução deve ser popularizado, já que a tecnologia NFC está começando a ser reconhecida pelas pessoas.

Câmeras com melhores estabilizadores de imagem e lentes mais precisas também devem surgir para eliminar a diferença entre a câmera digital que você deixa em casa e a de seu atual smartphone. Se a evolução dos processadores e placas lógicas nos últimos 10 anos foi assustadora, o que será que nos espera daqui a uma década?

E claro, as alterações estéticas. Todos nós desejamos ver celulares ainda mais finos e imaginamos como as telas flexíveis já anunciadas poderiam cair bem. Será que elas são o início do que virá por aí?