Como escolher e proteger o dispositivo móvel de seu filho

Por Colaborador externo

*por Tony Anscombe

Enquanto muitas pessoas ainda pensam que crianças com menos de oito anos não precisam de telefones celulares, uma pesquisa da National Consumers League (organização norte-americana que defende os direitos do consumidor) aponta que seis em cada dez pais afirmam ter comprado dispositivos móveis para seus filhos pré-adolescentes.

Os argumentos para que os filhos levem seus celulares à escola são válidos: ajudam na coordenação da volta pra casa, permitem aos pais saberem onde estão as crianças e socorrerem em eventuais emergências. Portanto, se você está pensando em comprar um celular para o seu pré-adolescente, saiba que não está só. Mas como saber qual o melhor equipamento? No final do artigo, revelarei qual seria minha opção.

Firefly

Um amigo comprou um aparelho Firefly para seu filho de sete anos. Desenvolvido para crianças e com foco na segurança, o telefone oferece opções de controle parental, só aceita ligações de uma lista aprovada pelos pais e é fácil de usar, com dois grandes botões: um para ligar para mãe e outro para o pai. Porém, por ser pré-pago, quando os créditos expiram, ele não consegue falar com seu filho.

O Migo foi a opção de outro amigo, que presenteou o filho de oito anos. Apesar de gostar de seu design simples, ele reclamava por não ter a opção de mensagem de texto. Além de ser mais confiável para emergência do que chamadas de voz, o texto permite que as pessoas se mantenham conectadas mesmo em situações onde o silêncio é necessário.

Minhas experiências como pai me fazem pensar que, se você for comprar um celular para uma criança, busque alternativas que não sejam especialmente para os pequenos, mas soluções baratas e de fácil manuseio. Muitos deles trazem grandes telas com as quais as crianças já estão acostumadas.

Mais algumas considerações sobre a escolha do telefone:

1. veja quais opções de aparelhos sua operadora oferece e reflita sobre sua satisfação com o serviço prestado. Se você tem tido problemas como instabilidade de sinal ou interrupções de ligações, imagine como seria aflitivo ficar sem contato com seu filho por causa dessas falhas. Nesse caso, considere a possibilidade de trocar de operadora;

2. linhas pré-pagas ou pós-pagas? Atenção: pré-pagas costumam ser mais baratas, porém, conforme citei anteriormente, podem ser menos confiáveis por impossibilitarem a comunicação com a criança quando os créditos terminarem;

3. há também a questão de transferência de dados. Muitos dos pais que conheço já foram surpreendidos com contas altas de telefone graças à grande quantidade de mensagens de texto enviadas pelos filhos, acesso ao Facebook e uso da internet. Adotar ferramentas de controle parental é uma ótima alternativa;

4. avalie as configurações e aplicativos de segurança disponíveis para aparelhos, para proteger seus filhos de conteúdo adulto, malware e outros conteúdos não seguros;

5. por fim, estabeleça regras e converse com seus filhos sobre a importância de usar o celular para manter sua segurança. Se pretende usar software de monitoramento, avise-os. Os limites que separam a segurança da invasão de privacidade são tênues e até crianças pequenas podem sentir-se violadas quando esses limites são extrapolados.

Conforme prometido, eis o melhor celular para crianças, na minha opinião: o celular de brinquedo.

*Tony Anscombe é evangelista de segurança da AVG Technologies.