CEO da Huawei diz que equipar smartphones com telas Quad-HD é "estúpido"

Por Redação | 12 de Maio de 2014 às 10h56

Ao que tudo indica a LG lançará a terceira geração do Optimus G, o LG G3, com uma tela de 5,5 polegadas e resolução Quad-HD (2560 x 1440 pixels) no dia 27 de maio. Tal notícia fez com que outras fabricantes, como a Samsung, corressem atrás do prejuízo e anunciassem o projeto de seus próprios modelos com a mesma resolução.

Atualmente, praticamente todos os modelos topo de linha utilizam o Full HD (1920 x 1080 pixels), incluindo o Galaxy S5, LG G2, Xperia Z, Z1 e Z2 e HTC One e M8, o que levanta a seguinte questão: precisamos mesmo dessa resolução? Segundo o TweakTown, Richard Yu, CEO da Huawei, acha que não. Sendo ainda mais preciso, disse que é algo "estúpido":

"Eu não acho que precisamos de telas Quad-HD em dispositivos móveis. Os seus olhos não conseguem ver a diferença entre o Full HD e o 2K em um smartphone. Você não consegue ver a diferença, então é algo totalmente sem sentido.", diz Yu, que completa: "Nós podemos (colocar uma tela Quad-HD em um smartphone), mas é algo muito ruim para o consumo de energia e não oferece nada em retorno. Os seus olhos não conseguem ver a diferença, então por que deveríamos fazer isso? Eu acho que é uma coisa estúpida".

Há uma série de pontos a serem considerados aqui. Um deles é que realmente o potencial das telas Full HD ainda não foi totalmente explorado e o Galaxy S5 está aí para mostrar isso. Mesmo trazendo uma densidade de pixels menor do que o Galaxy S4, a tela do S5 é consideravelmente melhor, com cores mais definidas e contrastes altamente realistas. Outro exemplo é o próprio LG G2, que vem com uma tela de 5,2 polegadas e tecnologia LCD IPS, sendo uma das melhores telas vistas até hoje em um smartphone.

Oppo Find 7

O iPhone 5S tem resolução muito baixa se comparado aos lançamentos recentes do Android (640 x 1136 pixels), mas não se vê seus donos reclamando de baixa resolução, pelo contrário. O que todos esses modelos tem em comum? A densidade de pixels acima de 300 pontos por polegada quadrada, o máximo que o olho humano consegue enxergar. Acima disso, enxergamos uma imagem como um contínuo, não como uma combinação de pixels para formá-la.

Nesse ponto em especial, da densidade de pixels, Richard Yu está certo, mas também há o outro lado da moeda: com tantos smartphones capazes de gravar vídeos em 4K (e é praticamente certo que o LG G3 será capaz disso), enxegar os vídeos o mais próximo quanto possível na resolução nativa em que ele foi filmado é algo interessante. Mesmo assim, será que vale a pena encarar os lados negativos de uma resolução tão alta somente por essa capacidade?

Oppo Find 7

Uma resolução tão alta exige mais processamento gráfico. Mais processamento gráfico exige uma GPU mais poderosa, que encarece o smartphone, consome mais bateria e gera mais calor. No fim das contas, a dúvida que fica é esta: a troco de quê?

Quando for lançado, o Android 5.0 provavelmente suportará nativamente telas com resolução maior, então é possível que ainda este ano alguns modelos com telas QHD sejam lançados, quando teremos a oporunidade de conferir esses benefícios. Atualmente só temos um modelo da Oppo com essa tela, mas foi mais anunciado como um teaser do que como um produto comercial acabado.

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