Boeing anuncia o Boeing Black, um smartphone superseguro que se autodestrói

Por Redação | 27 de Fevereiro de 2014 às 16h04
photo_camera Divulgação

Para quem vive preocupado se um dia perder o smartphone, com várias informações pessoais guardadas nele, a solução a seguir pode ser bem eficaz – e curiosa, diga-se de passagem. A Boeing, mais conhecida por fabricar aviões, anunciou o Boeing Black, um celular que se autodestrói caso alguém tente invadí-lo. As informações são dos sites The Verge e TechCrunch.

Antes que você imagine o aparelho explodindo ou soltando fumaça, a coisa não é bem por aí. O que o dispositivo faz é simples: ele elimina todos os dados armazenados em caso de violação, ou seja, o simples fato de alguém tentar abrir sua carcaça (leia-se: remover os parafusos) já ativa um sistema de autodestruição dos arquivos e documentos guardados no produto.

Por um lado, a proposta parece ser uma das mais seguras no mercado atual de telefonia móvel. No entanto, isso priva o usuário de levar o dispositivo à manutenção se houver algum problema na bateria ou até mesmo com a tela, já que qualquer tipo de técnica que invada o aparelho faz com que ele apague os dados e software contidos nele. Isso porque desde o chassi até as cabeças dos parafusos possuem uma cobertura que identifica tentativas de desmontagem, mesmo que seja por um técnico ou especialista.

O Boeing Black possui a arquitetura Boeing PureScure, que criptografia dos componentes de armazenamento. Além disso, o aparelho é modular, ou seja, é possível acrescentar vários acessórios e funções para melhorar a segurança e dar mais funcionalidades ao dispositivo. A tampa traseira é a única parte que pode ser removível do produto, podendo receber módulos como sensor biométrico, atena de satélite, carregamento solar ou bateria extra.

Fora isso, o gadget não é muito diferente dos smartphones intermediários disponíveis atualmente. Ele vem com tela de 4,3 polegadas e resolução de 960 x 540 pixels (qHD), processador dual-core Cortex-A9 de 1,2 GHz, suporte a dual SIM, entrada para microSD, duas portas micro-USB, bateria de 1.590 mAh, uma porta PDMI (para conectar a outros dispositivos de mídia), Bluetooth 2.1 e conectividade 4G (LTE). O dispositivo mede 13,25 mm de altura, pesa 170 g e roda uma versão modificada do Android com segurança reforçada.

Talvez a má notícia é que o Boeing Black não será vendido comercialmente a usuários comuns, mas apenas para agências governamentais e empresas envolvidas em defesa e segurança nacional. A companhia que adquirir uma unidade do aparelho terá que assinar um acordo de confidencialidade e concordar com os termos da fabricante, o que inclui não revelar nenhum detalhe interno do dispositivo. De acordo com a Reuters, a Boeing levou três anos para desenvolver o celular.

A Boeing também não revelou quanto custa o novo smartphone, mas disse que ele já é oferecido para alguns clientes da empresa.

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