Apple queria lançar iPhone 6 Plus com tela de 5,7 polegadas, mas Jony Ive vetou

Por Redação | 19.02.2015 às 12:08
photo_camera Divulgação

Se você já acha o iPhone 6 Plus um pouco grande demais, fique sabendo que ele poderia ser ainda maior. Mais precisamente 0,2 polegadas maior, caso um dos conceitos originais da Apple para o produto tivesse sido aprovado pelo designer Jony Ive. Segundo uma matéria da revista americana The New Yorker, o primeiro design “final” do smartphone da Maçã teria um display de 5,7 polegadas, mas acabou sendo descartado por ser “grande demais”.

De acordo com a reportagem, Ive e um grupo de funcionários do departamento de design da empresa tinham uma maneira bastante peculiar de testar os protótipos. Eles, efetivamente, os levavam para casa e os utilizavam como se fossem seus próprios aparelhos durante alguns dias. Assim, acredita a empresa, seria possível perceber nuances de design e usabilidade impossíveis em testes focais ou realizados em laboratório. Para um dos principais nomes do setor, nada como o cotidiano para provar se um produto é realmente bom.

Foi justamente esse período de utilização que levou Jony Ive a acreditar que uma versão de 5,7 polegadas do iPhone 6 Plus era grande demais para os bolsos dos clientes. Sendo assim, ele voltou à prancheta e desenvolveu uma edição com tela de 5,6 polegadas, também considerada gigantesca, até chegar ao layout que efetivamente chegou ao mercado, com 5,5 polegadas.

Pode parecer pouco, mas 0,2 polegadas, em um dispositivo mobile, é uma mudança significativa. Isso se deve ao fato de que qualquer aumento na tela também repercute em todo o corpo do aparelho, tornando o conjunto ainda maior e, possivelmente, mais pesado. Além disso, claro, displays maiores acabam consumindo mais bateria, um recurso que precisa ser duradouro quando se fala em telefones celulares.

A ideia de um iPhone 6 Plus de tela maior pode ter sido descartada por enquanto, mas isso não significa que não poderá voltar no futuro. Com o modelo, a Apple veio para bater de frente com concorrentes que rodam o sistema operacional Android e parece ter sido bem-sucedida nessa empreitada, apesar do modelo comum ter vendido mais. Mas, como a ideia caiu bem junto aos usuários, o que impede a Maçã de levá-la adiante?