Analistas preveem que Apple Pay alavancará as vendas de iPhones maiores

Por Redação | 11 de Setembro de 2014 às 11h34

Lançado nesta terça-feira (9) pela Apple, o sistema de pagamentos móveis Apple Pay pode ajudar a impulsionar as vendas do iPhone 6 Plus e fazer com que a empresa recupere ao menos parte da participação de mercado que ela perdeu para as empresas que utilizam a plataforma Android, do Google. As informações são da agência de notícias Reuters.

Pelo menos seis corretoras elevaram seu preço-alvo para cada ação da Apple em até US$ 16 para uma máxima de US$ 116 nesta quarta-feira (10) graças ao evento que apresentou ao mundo o iPhone 6, iPhone 6 Plus, Apple Watch e o sistema de pagamento Apple Pay.

A parcela do mercado global dos iPhones recuou para 11,7% no trimestre que se encerrou em junho. Antes, um ano atrás, essa fatia era de 13%, de acordo com a consultoria IDC. Vale lembrar que as vendas de iPhones representam mais da metade da receita da Apple.

De acordo com o analista Gene Munster, da Piper Jaffray, o grande lançamento da empresa no evento desta semana foi o Apple Pay, que promete modificar a maneira com que as pessoas realizam pagamentos por meio de cartões de crédito. Este novo sistema permitirá que os usuários do iPhone 6 e iPhone 6 Plus paguem por produtos e serviços sem a necessidade de cartões de crédito e por meio de tecnologia sem fio. A parceria envolve grandes empresas do setor como American Express, Visa e Mastercard.

Além disso, a Apple trabalhou em parcerias com várias marcas para que a tecnologia já comece a ser utilizada quando os novos smartphones chegarem ao mercado.

As concorrentes da Apple, como Samsung e Motorola, já tentaram incluir em seus aparelhos com Android tecnologias similares. No entanto, essa tecnologia não é padrão em aparelhos móveis, visto que os consumidores não aderiram em grande escala a serviços como o Google Wallet, por exemplo.

"O Apple Pay é um recurso que deve ajudar a vender os produtos da Apple e dar alguma pequena ajuda ao lucro da empresa", disseram os analistas da BMO Capital Markets.

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