Analistas acreditam que a Apple deverá lançar um iPhone 'para as massas'

Por Redação | 18 de Dezembro de 2012 às 11h11

O analista Gene Munster, da Pipper Jaffray, acredita que a Apple deverá lançar um novo iPhone "para as massas", com valor reduzido para competir com o crescente mercado de smartphones Android. Munster ainda observou que o mercado de smartphones cresceu 45% ano a ano no terceiro trimestre de 2012, enquanto a estimativa de vendas para o iPhone no quarto trimestre é de 45 milhões de unidades, resgistrando crescimento ano a ano de 23%. As informações são do Apple Insider.

"Acreditamos que o delta entre o crescimento do mercado de smartphones e o crescimento do iPhone irá forçar a Apple a lançar um dispositivo com menor preço apesar dos comentários afirmarem o contrário", afirmou Munster. "Olhando para trás, historicamente, o valor dos Macs sempre foi superior ao do mercado e, finalmente, o iPad e o iPad mini se tornaram os 'Macs das massas'".

Na visão do analista, a empresa de Cupertino 'precisa' lançar um modelo mais acessível do seu smartphone se quiser competir com o mercado de aparelhos mais baratos equipados com o sistema Android, do Google. Gene Munster sugere duas possibilidades para a empresa colocar em prática essa medida: o lançamento do atual modelo com preço mais baixo ou a criação de um iPhone sem alguns elementos como, por exemplo, tela Retina Display e outros componentes sendo vendido por algo em torno de US$ 200 (R$ 419) sem contrato.

iPhone

Reprodução: VentureBeat

As previsões de Munster apoiam a opinião de outro analista, Ben A. Reitzes da Barclays Capital, de que a Apple precisa se renovar e lançar um modelo mais barato. Reitzes ainda prevê que o mercado de smartphones mais baratos deve crecer cerca de 70% em 2013 e mais 27% em 2014, graças ao mercado chinês onde os consumidores buscam por aparelhos mais baratos.

A Apple, por sua vez, mantém sua estratégia comercial de lançar novos modelos do iPhone a preços altos e continuar vendendo as gerações anteriores por preços um pouco mais baixos. No entanto, os analistas não estão muito satisfeitos com essa medida.

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