Análise: LG Optimus L7, o smartphone de entrada para quem quer tela grande

Por Pedro Cipoli

A versão 4.2 do Android (que também se chama Jelly Bean) já está no mercado há algum tempo, mas só agora que os principais fabricantes de smartphone estão começando a lançar aparelhos com a versão 4.0 (Ice Cream Sandwich). Esse é um fato muito triste para os usuários Android, que sempre estão com pelo menos duas versões atrasadas. Por isso, o fato de o Optimus L7 da LG já ter o Android 4.0 é uma boa notícia, visto que muitos fabricantes ainda insistem em lançar aparelhos com a versão 2.3 (Gingerbread).

Com uma generosa tela de 4,3 polegadas, ele se destaca em relação aos concorrentes pelo seu tamanho, mas não por sua resolução. Ela é de 480x800, o que resulta em um definição de cerca 217 pontos por polegada. Este valor é menor que vários lançamentos atuais, no entanto, a tecnologia de visor IPS dá um "ganho" na imagem. O resultado é agradável, mas provavelmente a LG optou por colocar uma resolução menor devido ao hardware de baixo consumo que o smartphone vem equipado.

Com um processador single-core de 1 GHz e 512 MB de memória RAM, o L7 não se destaca entre os intermediários em relação à performance. Esta é uma configuração razoável apenas para quem costuma rodar alguns aplicativos básicos, mas nada de jogos um pouco mais pesados. Embora tenha rodado o Angry Birds Star Wars com poucos travamentos, o carregamento das fases foi muito devagar, assim como as animações do game.

Quem costuma utilizar o smartphone para tarefas do dia a dia, desde agenda e GPS até escutar músicas (em alguns casos até mesmo como telefone) encontrará aqui uma configuração que não deixa tanto o desempenho de lado, mas agrada pela enorme duração da bateria. Quem está acostumado a ter que carregar o seu smartphone em todas as tomadas que aparecem pela frente sabe a importância de uma bateria de longa duração.

Em nossos testes, o Optimus L7 aguentou quase dois dias com tarefas leves como ver algumas imagens e navegar um pouco na internet. Com 3G e GPS ligados a duração cai para um dia e meio, mas nada como ter um smartphone que aguente pelo menos um dia inteiro sem precisarmos levar o carregador na mochila. Mesmo sendo bastante fino, com 8,7 milímetros de espessura, a bateria é bastante generosa para a categoria (1700 mAh).

O acabamento do smartphone segue muito a linha utilizada no L3 e L5, embora não tenha uma área específica para remover a tampa como nestes dois outros modelos. A tampa traseira é texturizada e possui uma boa "pegada", essencial para um modelo com esse tamanho de tela. Alguns usuários podem não conseguir utilizá-lo com apenas uma mão, já que a largura dele é de 6,7 centímetros, e a altura de 12,5 cm não o torna ideal para carregar no bolso de alguns modelos de calça e bermuda.

Conclusão

Disponível no mercado brasileiro por cerca de R$ 899, o LG Optimus L7 é recomendado para quem procura um smartphone com uma tela grande para utilizar seus aplicativos preferidos. Porém, quem deseja fazer realmente de tudo com o celular, como assistir a vídeos em alta resolução ou jogar algum game um pouco mais pesado, é importante destacar que ele não foi projetado para isso (ou seja, nada de jogar Dead Trigger nele), sendo importante destacar que o preço é alto pela configuração oferecida.

Aqueles que estão acostumados a utilizar aplicativos de produtividade como o Evernote e o Wunderlist encontrarão aqui uma boa opção, pois são exemplos de apps que são bastante leves e funcionam muito melhor em uma tela maior. Além disso, o fato de o aparelho trazer o Android 4.0 permite a instalação de alguns aplicativos que só estão disponíveis a partir dessa versão, como é o caso do Google Chrome, por exemplo.

Vantagens

  • Tela grande de 4,3 polegadas
  • Android Ice Cream Sandwich de fábrica
  • Boa duração de bateria

Desvantagens

  • Especificações desatualizadas se comparadas com os lançamentos atuais. O ideal seria pelos menos um processador dual-core e 768 MB de memória RAM
  • A resolução de tela poderia ser maior
  • Mesmo sendo o Android 4.0 a interface foi bastante simplificada, comprometendo um pouco a experiência de uso.
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