Além da privacidade, Blackphone também tem configurações robustas

Por Redação | 30 de Abril de 2014 às 10h59

Apresentando no início de 2014, o Blackphone chega ao mercado como uma resposta aos escândalos de espionagem envolvendo a NSA e o governo dos Estados Unidos. Assim nasceu um celular altamente personalizado, cujo foco são as ligações, mensagens e navegação online completamente seguras. Mas essa limitação de funções não significa que teremos um aparelho simples chegando ao mercado.

A SGP Technologies, joint-venture responsável pelo Blackphone, revelou nesta segunda-feira (28) as especificações completas de seu futuro smartphone. E com uma surpresa: ele funcionará com o processador Tegra 4i, da NVIDIA, com quatro núcleos e arquitetura ARM Cortex-A9. O chip também tem um modem integrado, caindo como uma luva às preocupações de segurança da fabricante.

O sistema operacional se chama PrivatOS e se trata de uma versão altamente modificada do Android 4.4 KitKat. Por meio de proxies, filtros e outros mecanismos do tipo, o Blackphone proporcionará navegação segura por meio de um navegador próprio, que utiliza VPNs e serviços protegidos de armazenamento nas nuvens, além de garantir a integridade do usuário e evitar a interceptação de mensagens de texto ou ligações realizadas.

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A SGP Technologies conta também com o apoio de diversas empresas do ramo para entregar soluções protegidas para seus usuários. Quem se preocupa com a privacidade, é claro, pode se esquecer de aplicativos como Facebook e WhatsApp, mas o Blackphone conta com suas próprias alternativas seguras, aumentando ainda mais o leque de opções para seus usuários.

Tudo isso funciona em um aparelho com tela de 4,7 polegadas e bateria com vida longa. A autonomia, porém, não foi revelada, mas a fabricante garante que ela funciona por mais tempo que alguns dos principais nomes do mercado mobile. É esse um dos grandes diferenciais do Blackphone, além, é claro, das camadas de segurança em si.

Aparelhos do tipo costumam ser promovidos como uma segunda opção, mas a SGP parece estar disposta a roubar o lugar de iPhones e outros dispositivos, pelo menos entre os que estão preocupados com segurança. Em vez de se posicionar como uma alternativa segura para quando esse tipo de cautela é necessária, a inclusão de componentes topo de linha parece ser uma aposta na transformação do Blackphone no celular principal das pessoas.

O smartphone teve sua pré-venda iniciada em 24 de fevereiro, durante o Mobile World Congress 2014, e já teve seu primeiro lote de encomendas esgotado. A ideia é lançar o celular no marcado até junho, mas uma data específica ainda não foi divulgada.

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