Pesquisa aponta que 57% da população brasileira possui smartphone

Por Redação | 25 de Agosto de 2016 às 15h30
photo_camera Kantar Worldpanel

De acordo com uma pesquisa da Kantar Worldpanel, a penetração dos smartphones, celulares avançados que agregam funções de computador portátil, está cada vez maior no Brasil. Apesar da crise, 57% da população brasileira é proprietária de ao menos um aparelho deste tipo. Em 2015, a proporção era de 49%.

Os dados sobre o uso de celulares foi feito com 27 mil pessoas, que representam um universo de 140 milhões residentes no território nacional, enquanto outros dados, como os de telefonia fixa, tiveram uma amostra de 9 mil domicílios (representando 50 milhões de lares).

Os celulares, sejam os smartphones ou feature phones, que tem funções mais básicas, estão inseridos em praticamente toda a população brasileira: 94% disseram ter um telefone móvel. Mesmo entre as pessoas das classes D e E, as mais pobres, 91% possuem pelo menos um aparelho.

Enquanto a penetração dos celulares cresceu 18 pontos percentuais em seis anos, diminuiu a quantidade de linhas fixas ativas: nas classes A e B, 80% tinham esse serviço em 2009, enquanto em 2015 esse percentual chegou a 68%. A queda é vista em todas as faixas de renda: nas classes D e E, apenas 17% ainda possuem uma linha fixa.

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Cada vez mais pessoas possuem celulares e cada vez menos linhas fixas (Gráfico: Kantar Worldpanel)

A cabeça do consumidor

A pesquisa também avaliou a diferença de comportamento entre um usuário de smartphone e um de celular comum. Estes mostram mais inclinação para permanecer com o aparelho mesmo depois de um ano, enquanto os proprietários de telefones inteligentes têm mais propensão para trocar de dispositivo no curto prazo. Mesmo assim, a grande maioria (74%) afirmou que não pretende se desfazer de seu aparelho em menos de um ano.

Para quem tem um smartphone, 43% responderam que o quesito mais importante é a marca ou modelo do aparelho, enquanto 19% citaram o design ou a cor. Já para os usuários de feature phones, a marca ou o modelo também pesam muito (32%), mas, depois, os aspectos que interessam são a facilidade de usar (23%) e o preço (15%), incluindo nisso os custos de utilização.

Os jovens de classe alta (A ou B até 24 anos) são os que mais possuem smartphones, presente em mais de 82% desse universo. Ter uma faixa de renda menor e mais idade são fatores que vão impulsionando a utilização de features phones: na população com mais de 50 anos, mesmo as classes altas possuem mais desses aparelhos simples: 53,1% contra 46,9% que têm celulares inteligentes. Já os idosos das classes D e E, 83,8% usam feature phones.

Perguntados o porquê de não possuir um aparelho inteligente, a maioria respondeu que são caros (tanto o aparelho como os custos de utilização) e que não entendem as vantagens de se ter um.

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As pessoas estão preferindo celulares inteligentes conforme passa o tempo (Gráfico: Kantar Worldpanel)

Ligados nas redes

O brasileiro está cada vez mais conectado: 62% da população têm acesso à internet 3G ou 4G (dados de junho deste ano) — há um ano, este percentual era de apenas 47,3%. Previsivelmente, aumenta mais a quantidade de pessoas com 4G (foi de 4,3% para 13,5% em um ano), enquanto os usuários de 3G têm se mantido mais estável (43% para 48,7%).

E o que as pessoas fazem com essa conectividade? Em uma pergunta de múltiplas respostas, 60% disseram usar para navegar na web, 40% para fazer buscas nas páginas, 23% para ler e mandar e-mails, 39% para trocar mensagens instantâneas, 57% para acessar redes sociais e 62% para fazer ligações Wi-Fi. Todas essas utilizações cresceram de um ano para outro.

Fonte: Kantar Worldpanel