Teoria de Stranger Things explica o que seria o Monstro

Por Gustavo Rodrigues | 10.08.2016 às 20:40

Stranger Things se tornou um fenômeno mundial praticamente na mesma semana que estreou na Netflix. A história criada pelos irmãos Duffer conseguiu agradar público e crítica com apenas oito episódios, o que seria um dos grandes acertos por causa do roteiro redondo. Isto fez com que a série não ganhasse tantas teorias pelos fãs, algo muito comum para diversas produções da cultura pop. Entretanto, o brasileiro Abner Pereira postou no Medium uma das melhores teorias dos últimos anos.

Para ele, o Monstro da primeira temporada seria a Eleven. Sim, uma das queridinhas do público. Mas como isso seria possível? Ele explica que a trama é na verdade sobre um futuro paralelo na cidade de Hawkins por causa das experiências que eram realizadas no Hawkins National Laboratory, local em que a garota seria mantida prisioneira e usada como cobaia. Vamos aos pontos que dão base a teoria dele:

  • A cidade de Hawkins seria uma referência clara ao cientista Stephen Hawking, um dos mais famosos nomes quando o assunto é física quântica, dobras no tempo e buracos negros;
  • Originalmente, Stranger Things se chamava Montauk. Isto seria uma referência direta a um projeto homônimo dos Estados Unidos que teria durado dos anos 60 até 1983, mesmo ano em que a série começa. O projeto recebeu várias histórias sobre experimentos envolvendo tentativas de telepatia e viagem no tempo. Na época, ele seria um local para o desenvolvimento de armas que os russos não teriam para a Guerra Fria, assim os americanos usariam pulsos eletromagnéticos capazes de levar os inimigos a um estado mental esquizofrênico;
  • A Guerra Fria faz conexão com o russo que aparece em uma das cenas com a Eleven. A mãe da personagem teria participado do Projeto MKUltra, que existiu de verdade sob o comando da CIA e que supostamente usava cobaias para experimentos capazes de fazer o torturado sentir-se fraco a ponto de confessar algo através de controle mental;
  • Os experimentos teriam feito com que Eleven nascesse com habilidades incomuns, algo que era explorado pelo vilanesco Dr Brenner. Sempre que a garota era colocada nos tanques com água ao redor, ela conseguia ter acesso ao Mundo Invertido, que na verdade seria um local no futuro do tempo-espaço onde a personagem conseguiria chegar. Por isso, ela via aquele russo naquela imensidão escura, local onde ela também encontra o monstro;
  • Quando Eleven toca o Monstro acontece a ruptura no Hawkins National Laboratory, o que seria uma reação do universo/natureza por causa do encontro dos mesmos indivíduos no espaço-tempo; assim criaria um portal entre presente e futuro;
  • Logo após vermos a cena do encontro entre os dois, Eleven diz que é o Monstro. Mesmo que ela esteja pensando em outro contexto, esta pode ser uma dica do roteiro;
  • A parede da ruptura ganha o aspecto de um elemento visgoso que começa a dominar o complexo. Conforme a teoria do Abner Pereira, este elemento, que é tão característico no Mundo Invertido, poderia ser algo a tomar conta da cidade no futuro.
  • Ele salienta que se você observa as artes conceituais do Mundo Invertido, criadas pelo artista Aaron Sims, não é uma realidade paralela que se vêm à cabeça instantaneamente, mas sim um mundo pós-apocalipse;
  • O passado afeta diretamente o futuro, o que faria sentido conforme Will se esconde numa cabana no Mundo Invertido e como o fogo marca o chão quando a criatura é incendiada na casa de Joyce. O futuro não é capaz de interferir com intensidade no presente, por isso só as luzes funcionam como elemento de ligação entre os dois tempos. Sendo assim, o Mundo Invertido é a Hawkins no futuro;
  • Segundo os irmãos Duffer, há um documento de 30 páginas contando tudo sobre o Mundo Invertido e porque só existe um Monstro, que seria exatamente a Eleven;
  • Quando ela entra em confronto com o Monstro no final da temporada, os dois personagens se espelham, é exatamente o mesmo movimento;
  • Há motivos para acreditar que Eleven e Monstro são a mesma pessoa por dicas que são dadas no decorrer dos episódios. Por exemplo, Demogorgon não foi uma escolha qualquer. A criatura de D&D tem duas cabeças, sendo que cada uma delas possui uma personalidade diferente, sendo que cada uma tenta derrotar a outra, mas que precisam conviver entre elas como uma única persona;
  • No primeiro episódio, Will aposta uma corrida com Dustin tendo a edição 134 de X-Men como prêmio. Essa edição não foi escolhida sem motivo. Jean Grey é o centro da história, numa época em que a mutante estava sob o domínio da Força Fênix. A única forma que Jean encontra para impedir a si mesmo de causar mais destruição é se sacrificando, assim protegendo seus amigos. Jean Grey também possui poderes psíquicos, como telepatia e telecinese, habilidade que vemos Eleven usar em vários momentos da série;
  • As artes conceituais para o monstro sempre o deixam com o aspecto de humanoide, assim fortalecendo a ideia de que ele pode ter sido um humano antes de se transformar no que vimos no Mundo Invertido.
Stranger Things

Nós acrescentaríamos mais um aspecto à teoria de Abner Pereira. Eleven, ou Onze, não foi um nome escolhido por acaso. O numeral seria a junção de dois números iguais, sendo os dois lados da moeda: Eleven e O Monstro. Se esta teoria vai se tornar o que realmente está na mente dos irmãos Duffer para os próximos anos de Stranger Things só saberemos no futuro, mas ela até o momento faz bastante sentido.

Fonte: Medium