Record, SBT e RedeTV! querem pagamentos equivalentes a canais premium

Por Redação | 31 de Março de 2017 às 12h53

Dois dias após o desligamento dos sinais de SBT, RedeTV! e Record das maiores operadoras de TV a cabo na grande São Paulo e Brasília, veio a público um dos principais motivos pelos quais a negociação parece travada. De acordo com informações ainda não confirmadas, as emissoras, unidas sob uma empresa chamada Simba para negociação de seus conteúdos, desejam receber o mesmo que HBO, Fox e Telecine, por exemplo.

O valor cobrado pelas redes brasileiras seria de R$ 15 mensais por assinante, exatamente o mesmo exigido hoje pelas cadeias internacionais. A diferença é que enquanto elas trazem um conjunto de canais e também disponibilizam conteúdo sob demanda, os assinantes desembolsam, em média, R$ 40 para tê-las no pacote. Para as operadoras, o valor exigido pela Simba é inconcebível para emissoras de TV aberta, pelas quais os clientes não estariam dispostos a pagar valores adicionais.

Diante das exigências, a Vivo seria a única empresa a manter negociações ativas com os canais – e, também por isso, apenas ela mantém SBT, RedeTV! e Record em sua grade. Enquanto isso, a NET e a Claro também mantêm as conversas, mas são contra o pagamento de royalties, enquanto a Sky simplesmente se recusou a se sentar com a Simba.

Entretanto, o alto valor exigido serviria como uma forma de ter margem para negociação, e as informações são de que ela nunca esperou receber os R$ 15 pelos três canais. A principal sugestão da Simba seria um período de carência, com pagamentos progressivos e que vão aumentando na medida em que o sinal analógico vá sendo desligado em outras cidades brasileiras.

Assim, acredita a organização, as operadoras de TV a cabo teriam tempo de se adaptarem ao novo modelo, informar os clientes sobre a mudança e, acima de tudo, adequarem o caixa aos pagamentos. O que ela não esperava, entretanto, era a recusa de alguns nomes do setor em aceitarem o novo modelo e a recusa de outros em negociar.

A mudança aconteceu com o desligamento do sinal analógico na grande São Paulo, o mesmo movimento que já aconteceu em Brasília e outras cidades do Brasil, e deve continuar até 2018. Antes, os canais abertos eram obrigados a ceder suas transmissões para as operadoras, mas agora isso deixa de ser uma exigência, o que permite que elas negociem pagamentos por seus conteúdos.

O desligamento das principais operadoras de TV por assinatura atingiu cerca de sete milhões de pessoas e já refletiu nas audiências dos canais, que apresentaram quedas que vão de 15%, no caso do SBT, até 65% para a Record. Os números, claro, variam de acordo com o programa, mas atrações principais, como “Fala que eu te Escuto”, “The Noite”, de Danilo Gentili, e o “Programa do Porchat”, de Fabio Porchat, estariam entre os mais afetados.

Fonte: Notícias da TV

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