Rapper do Wu-Tang Clan apresenta série sobre ciência disponível na Netflix

Por Patrícia Gnipper | 28 de Junho de 2018 às 16h28

O que o hip-hop tem a ver com ciência? Na visão do rapper Gary Grice, mais conhecido como GZA, membro do Wu-Tang Clan, a resposta é: "tudo". Especialista em criar letras cheias de metáforas inteligentes, tido como um dos rappers mais criativos da história do hip-hop, GZA nutre um verdadeiro amor pela ciência e, por isso, foi convidado para apresentar uma série chamada Liquid Science, que está disponível na Netflix brasileira.

A série documental tem 11 episódios, cada um abordando um tema diferente que é relevante para os dias atuais, com inovações que estão pavimentando o caminho para um futuro ainda mais tecnológico, transformando o mundo em que vivemos. GZA viajou pelos Estados Unidos conhecendo projetos e iniciativas que já estão em andamento em áreas como robótica, inteligência artificial, transporte, realidade virtual, viagem espacial, medicina, entre outras.

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A ideia é mostrar alguns dos rumos da ciência atual no que diz respeito a soluções que impactarão diretamente na nossa forma de viver em um futuro não muito distante. Nos vídeos, vemos como a ciência está avançando para, quem sabe, nos tornar imortais, bem como exoesqueletos capazes de impulsionar a força humana, ou ainda como a realidade virtual transformará as interações entre as pessoas conectadas. Também vemos projetos que visam revolucionar os meios de transporte, e cientistas que estão trabalhando duro para viabilizar o futuro da humanidade em outros lugares do espaço.

GZA e a ciência

Se você ainda não está convencido de que o hip-hop e a ciência podem ter uma ligação mais íntima do que se imagina, saiba que GZA usa conceitos científicos para elaborar muitas de suas músicas. Ele já declarou por aí que a ciência é uma verdadeira inspiração para criar histórias atraentes em suas letras, tendo, até mesmo, consultado astrofísicos (como Neil deGrasse Tyson e especialistas da NASA) para produzir obras musicais com base em fatos científicos.

Uma dessas parcerias resultou na música The Spark, de 2016, produzida em parceria com Paul Ryder em comemoração ao lançamento da missão Juno, da NASA, que estuda Júpiter e suas luas desde julho de 2016, quando a sonda chegou a seu destino.

Ainda, o rapper criou um álbum chamado Dark Matter, totalmente inspirado na astrofísica e nos mistérios do universo. Ele encabeça, também, um projeto chamado Science Genius: iniciativa que usa o poder da música hip-hop para introduzir jovens nas maravilhas da ciência. A ideia é encontrar jovens que não dão muita bola para as aulas de ciências na escola, dando a eles a oportunidade de nutrir este amor por meio da cultura do hip-hop.

Em entrevista ao The Scientist, GZA explicou por que ele acredita que o hip-hop é uma poderosa ferramenta para ensinar ciência. Para ele, o gênero "é a música mais poderosa quanto à popularidade e quanto a quem é atraído por este tipo de música — a juventude —, e a juventude é o futuro".

E com tanto entusiasmo pelo universo científico, GZA (que abandonou os estudos na adolescência) acabou convidado para palestrar na Universidade de Harvard, no MIT e também na New York University, falando sobre o poder do hip-hop para introduzir as pessoas (em especial os mais jovens) no mundo da ciência. O rapper também foi convidado para falar sobre a relação do rap com a ciência, além de seu projeto Science Genius, em uma palestra para o TED Talks:

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