Petição pelo cancelamento de Good Omens vira piada entre Netflix e Amazon

Por Felipe Demartini | 21 de Junho de 2019 às 20h30
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Uma petição pelo cancelamento da série Good Omens acabou virando motivo de camaradagem entre dois grandes rivais do mercado de entretenimento por streaming. A piada começou quando o grupo cristão Return to Order iniciou um abaixo-assinado solicitando que a Netflix cancele o seriado estrelado por Michael Sheen e David Tennant. O problema é que o show é um original da Amazon, em cartaz desde o dia 31 de maio no serviço Prime Video.

“Ok, prometemos não fazer mais isso”, afirmou a Netflix no Twitter, em uma mensagem escrita sem maiúsculas ou vírgulas, brincando com a situação e compartilhando uma publicação da imprensa internacional sobre o caso. Na sequência, foi a vez da Amazon entrar na brincadeira, fazendo uma piada ousada: “Cancelaremos Stranger Things se vocês cancelarem Good Omens.”

A petição foi corrigida após a publicação das piadinhas, com os responsáveis pela Return to Order pedindo desculpas pelo erro e afirmando que, agora, as assinaturas resultantes da campanha serão encaminhadas à Amazon. O grupo acusa a empresa de blasfemar contra a religião católica ao retratar satanistas como bonzinhos, usar uma voz feminina para representar Deus e exibir anjos e demônios como amigos e embaixadores do bem e do mal na Terra.

São justamente estas as premissas do material original, publicado em 1990 por Neil Gaiman e Terry Pratchett. Na história, transformada em minissérie de seis capítulos pela Amazon, o anjo Aziraphale (Sheen) e o demônio Crowley (Tennant) tentam impedir a chegada do anticristo e o Armageddon como uma forma de manter seu estilo de vida confortável na Terra.

A petição em prol do cancelamento de Good Omens, que também está sendo exibido semanalmente pelo canal britânico BBC Two, conta com mais de 20 mil assinaturas no momento em que essa reportagem é escrita. A ideia da campanha é chegar a 35 mil apoios, quando, então, todo o material será enviado à Amazon.

Além das publicações no Twitter, a empresa não se pronunciou sobre o assunto. Gaiman, autor do material original e também diretor da minissérie, comentou brevemente o tema na rede social, afirmando que o erro original da petição “diz muito” sobre as ideias de quem defende o cancelamento.

Fonte: Netflix (Twitter), Amazon (Twitter), Neil Gaiman (Twitter), Return to Order

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