Experimento secreto da CIA serviu de inspiração para Stranger Things

Por Redação | 17 de Agosto de 2016 às 08h33
photo_camera Divulgação

A série original da Netflix Stranger Things é conhecida por trazer ao público uma série de referências de filmes, músicas e outras coisas que eram moda nos anos 1980 - quase como se tivesse sido escrita para os saudosos dessa época. E, pelo visto, os criadores da série não pararam somente nas referências culturais, mas também usaram experimentos reais como inspiração para a construção da história da personagem Eleven, interpretada pela atriz Millie Bobby Brown.

Alerta de possíveis spoilers!

Na série, Eleven passou toda a sua vida em um laboratório que conduzia experimentos que a possibilitasse dominar objetos - e outras coisinhas - com sua mente. Durante a gravidez, sua mãe passou por experiências com vários tipos de drogas - com o mesmo objetivo -, algo que afetou a menina.

Pois esses experimentos não foram tirados unicamente das mentes dos irmãos Duffer, criadores da série. Um projeto secreto da CIA (Serviço de Inteligência Americano) intitulado MKUltra teve início em 1950 durante a Guerra Fria e tinha como principal foco descobrir como dominar a mente humana usando drogas psicodélicas, em sua grande maioria LSD. O projeto era usado clandestinamente como método de tortura, que visava confissões por meio do controle mental.

Para quem gosta de teorias da conspiração, esse projeto é um prato cheio. Embora tenha sido desativado oficialmente em 1972, alguns boatos indicam que ele está ativo até hoje, tendo inclusive deixado uma vítima conhecida. Frank Olson, cientista norte-americano, supostamente se jogou pela janela do décimo andar de um hotel em Nova Iorque. O cientista havia começado a mostrar uma mudança brusca de comportamento e, estranhamente, tinha se encontrado com o chefe do MKUltra, Sidney Gottlieb, na semana anterior. A família do cientista ainda tenta apurar se a versão dada pela CIA sobre a morte de Olson é legítima.

Relatos indicam que pessoas, voluntárias ou não, foram usadas como cobaias nos métodos mais diversos possíveis como drogas, químicos, abuso verbal e sexual, hipnose, privação sensorial entre outros.

Fonte: Hypeness

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