Netflix quer acelerar sua expansão ao redor do mundo

Por Redação | 21 de Janeiro de 2015 às 12h45

É um momento de virada para a Netflix, conforme mostraram os números mais recentes publicados pela companhia. Com 54,5 milhões de usuários em todo o mundo, a empresa começa a ver seu crescimento nos Estados Unidos, sua terra natal, caindo, enquanto as operações internacionais ainda não estão gerando o lucro desejado. Mesmo assim, é hora de seguir em frente, acelerando os esforços de expansão global e buscar o que, para a empresa, é uma redefinição da televisão em nível mundial.

São essas as conclusões trazidas pelo relatório financeiro mais recente da companhia, que revelou um lucro global de US$ 1,3 bilhão e crescimento de 35,7% nesse sentido. O número de assinantes também aumentou consideravelmente, na casa dos 31%, um total atribuído principalmente à torrente de séries exclusivas que estreiam no serviço, bem como os prêmios e críticas positivas que vêm sendo recebidos por elas. As informações são do jornal americano The New York Times.

Apesar dos números que muitos veriam como estrelados e perfeitos para muitas companhias, analistas e investidores do Netflix começam a questionar a empresa em relação a seu crescimento nos Estados Unidos, único território onde a operação é lucrativa. Não é como se o serviço estivesse em queda – são 39 milhões de assinantes, sendo que quase 1,9 milhão se tornou cliente só em 2014. É um dado considerável, mas com 400 mil pessoas menos que o registrado em 2013, um sinal que, para muitos, indica saturação. E a diretoria da plataforma concorda com isso.

É justamente por isso que ela está adiantando muitas de suas iniciativas para os mais de 50 países onde está disponível. O foco, principalmente, é a China, onde a Netflix pretende lançar uma operação “pequena”, focada em seus conteúdos originais. Mas as pretensões são grandes, já que o consumo de entretenimento por streaming no território cresce cada vez mais e a nação, sozinha, é capaz de contribuir com números que rivalizam com a soma de todo o restante do mundo. E é aqui que está uma das grandes expectativas de crescimento e lucros para o futuro próximo.

Uma conta complicada

O relatório financeiro da Netflix chama a atenção para uma conta que parece difícil de fechar, mas tem funcionado bem para a empresa. De forma a atrair mais e mais assinantes, a companhia precisa investir em produções originais e licenciamento de conteúdo. Isso incorre em gastos, que por sua vez, acabam reduzindo os lucros da companhia e dificultando a continuidade nesse movimento.

Orange is the new Black

Por isso mesmo, a empresa pretende investir em países em que ainda não está presente com seus conteúdos próprios, que, em teoria, já estão “pagos” e licenciados. Com os ganhos oriundos das novas operações, investiria mais e mais em produções próprias e novos shows de parceiros, ampliando seus números de assinatura por conta disso. Não existe a menor intenção de apostar em publicidade ou venda de anúncios, e a Netflix quer ver sua roda continuando a girar da maneira que é tão adorada pelos usuários.

Os planos para o futuro são ambiciosos. A empresa afirma que, até 2025, serviços de streaming de conteúdo estarão presentes em absolutamente todas as residências americanas, seja por meio dos video games, televisores inteligentes, set-top boxes ou, o quesito que apresenta maior crescimento, smartphones e tablets. É uma tendência que se reflete em todo o mundo, e que representa apenas ganhos e crescimento para a Netflix.

Apesar disso, a expectativa para 2015 é modesta. Devido a todo esse investimento e às diversas produções originais que estão em andamento, a empresa já informou que os lucros deste ano serão menores que os registrados em 2014. Por outro lado, os números de entretenimento vão crescer: serão nada menos que 320 horas de shows próprios lançados até dezembro, com 65 títulos inéditos entre filmes, séries ou novas temporadas daquelas que já foram lançadas.

Entre as novidades estão as novas temporadas de “House of Cards”, que estreia em fevereiro, e “Orange is the New Black”, que chega mais para o final do ano. Além disso, os planos incluem as estreias de “Unbreakable Kimmy Schmidt”, de Tina Fey, e “Grace and Frankie”, com Jane Fonda como protagonista. Marco Polo, o épico recém-liberado, também já está renovado e representa um dos maiores investimentos já feitos pela Netflix em uma produção original, na casa dos US$ 90 milhões por dez episódios.

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