Minority Report deve ganhar série de TV dirigida por Steven Spielberg

Por Redação | 22 de Agosto de 2014 às 17h00
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Minority Report: A Nova Lei, um dos filmes de ficção científica mais comentados até os dias de hoje, ganhará uma versão para a TV. De acordo com o site The Wrap, o longa-metragem será adaptado como uma série televisiva escrita por Max Borenstein, roteirista do remake de Godzilla, e dirigida por ninguém menos que Steven Spielberg e sua produtora, a Amplin Television.

Borenstein escreverá o piloto e, por enquanto, o projeto ainda não estaria ligado a nenhuma emissora. Não há informações quanto à data de estreia, nem quais atores irão integrar o elenco do seriado, nem os moldes que o programa seguirá - se será uma continuação ou prequela do filme original, por exemplo. O site afirma que Spielberg irá escolher um nome de ponta do cinema para estrelar a série, assim como fez com sua série recém-lançada Extant, protagonizada por Halle Berry e atualmente exibida na CBS.

Baseado em um conto de Philip K. Dick publicado em 1956, Minority Report estreou nos cinemas em 2002. A trama é situada no ano de 2054 e traz Tom Cruise como o capitão John Anderton, chefe da divisão Pré-Crime da polícia de Washington, nos Estados Unidos, responsável por identificar potenciais assassinos e prendê-los antes que eles cometam os crimes. Para conseguir prever quem serão esses criminosos, a divisão utiliza as habilidades de três jovens videntes chamados "precogs".

Toda vez que os precogs têm uma visão, imagens do assassino surgem em projeções e a hora exata em que o crime irá acontecer. No entanto, tudo se vira contra Anderton quando os videntes preveem que ele próprio cometerá um assassinato no futuro.

Além de Tom Cruise, estão no elenco nomes como Colin Farrell, Max von Sydow e Neal McDonough. O filme teve um orçamento de US$ 102 milhões e arrecadou mais de US$ 358 milhões em todo o mundo.

Desde a estreia de Minority Report, um dos temas mais comentados até então são as tecnologias presentes no longa, algo que Spielberg (que dirigiu o filme) comentou ser algo que ele gostaria que se tornassem realidade algum dia. Entre os itens mais futuristas vistos no título estão interfaces controladas por gestos, scanners de retina, papel eletrônico, insetos robôs e muitos, mas muitos recursos de realidade aumentada - principalmente em anúncios e campanhas publicitárias.

No ano passado, o criminologista Richard Berk, da Universidade da Pensilvânia (EUA), criou um software para previsão de crimes semelhante ao do filme de 2002. A diferença é que, em vez de prever possíveis delitos de assassinos desconhecidos, o programa prometia reduzir a taxa de homicídios ao fazer estimativas de quais presos prestes a receber liberdade condicional eram mais propensos a cometer assassinatos. Segundo Berk, o algoritmo da plataforma conseguiu detectar oito futuros assassinos em cada 100.

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