Em produção mais cara até hoje, Netflix vai à Mongólia medieval com Marco Polo

Por Rafael Romer | 08 de Dezembro de 2014 às 09h49
photo_camera Rafael Romer/Canaltech

Marco Polo é série mais cara já produzida pela Netflix e uma das mais caras da história da TV, com custo estimado em US$ 90 milhões (cerca de R$ 230 milhões) para dez episódios.

O épico, que será lançado nesta sexta-feira (12), conta parte da história do explorador veneziano Marco Polo durante sua viagem pela Rota da Seda até a corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Genghis Khan.

A série é a principal aposta do serviço de streaming de vídeos para ajudar a alavancar sua expansão em mercados fora dos Estados Unidos, com uma história heroica capaz de agradar pessoas de diferentes culturas. No elenco, por exemplo, não há nenhum ator ou atriz americanos.

Para a pré-estreia da série no Brasil, os atores Lorenzo Richelmy (Marco Polo), Olivia Cheng (Mei Lin) e Chin Han (Jia Sidao) falaram em uma coletiva de imprensa antes da pré-estreia sobre a experiência da série, que deve reunir elementos de intriga política, esoterismo, erotismo e, é claro, artes marciais.

"Estamos contando uma história que não foi contada, quem sabe alguma coisa sobre a Mongólia medieval? Nós não aprendemos nada nas aulas de história, isso é ridículo. O maior império que o mundo já viu e não sabemos nada sobre ele", disse Richelmy, ator italiano que interpreta o personagem que dá nome a série. "É lindo fazer parte do projeto e, de certa forma, ensinar as pessoas sobre esse período incrível".

De acordo com produtor-executivo da série, Patrick Macmanus, houve um cuidado grande em retratar todo o universo da série da forma mais fiel possível. Durante todas as filmagens, que foram realizadas em Veneza, na Malásia e no Cazaquistão, consultores chineses e mongóis estavam presentes para orientar a equipe.

A série começou a ser produzida em 2012 pelo canal norte-americano de TV por assinatura Starz, mas, por problemas durante as gravações na China, acabou voltando para o estúdio The Weinstein Company. Em janeiro de 2014, a Netflix encarou o projeto e garantiu todos os direitos de exibição da série.

"O que mudou é que conseguimos refinar mais a série", afimou Macmanus sobre a mudança de produtora. "Ela ficou mais sofisticada, mais interessante porque nós conseguimos explorar mais os personagens e as relações entre eles".

Marco Polo

O produtor-executivo da série, Patrick Macmanus, e os atores Lorenzo Richelmy (Marco Polo), Olivia Cheng (Mei Lin) e Chin Han (Jia Sidao) vieram à Comic Con Experience para a pré-estréia da série (foto: Rafael Romer/Canaltech)

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