Ancine está de olho no excesso de reprise de conteúdo nacional na TV a cabo

Por Redação | 22 de Fevereiro de 2013 às 14h00

Em vigor há seis meses, uma nova legislação prevê a exibição de 3h30 semanais de conteúdo nacional nos canais pagos em horário nobre, sendo que metade desse tempo deve ser utilizado com produções independentes. As empresas têm até setembro para se adequar às novas regras.

Por enquanto, a cota estipulada ainda não está sendo cobrada na íntegra: apenas 2h20 do conteúdo descrito acima estão sendo exigidas. Mas depois do mês de setembro acaba o prazo para que programadoras, produtoras e operadoras se adaptem à nova norma.

Durante a Rio Content Market, que aconteceu na última quinta-feira (21), o presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, disse que para tentar burlar as normas e cumprir as cotas estipuladas na lei, muitas emissoras têm recorrido em excesso a reprise de filmes e programas para preencher os horários necessários.

Ele alegou que talvez seja necessário reavaliar algumas normas da Lei de TV Paga para se adequar às reclamações referentes ao excesso de conteúdos reprisados apenas para efeito de cumprimento das obrigações por parte das empresas.

"Temos recebido muitas queixas. Acreditávamos no bom senso dos executivos no sentido de preservar o interesse do assinante, mas, passados seis meses, verificamos a necessidade de retomar o diálogo sobre esse tema", disse o presidente, segundo a própria Ancine.

Durante o evento ele também explicou que não foi imposta uma limitação na quantidade de reprises pois a Agência acreditava no bom senso dos executivos das programadoras, mas, de acordo com as reclamações, não foi bem isso que aconteceu.

"Sabemos que há uma margem de reprises nesse mercado, mas estamos atentos àquilo que pode eventualmente se apresentar como uma distorção. Isso poderá significar a necessidade de abrir um processo de diálogo ou de disciplinamento da matéria", disse Rangel, conforme informações divulgadas na coluna de Daniel Castro no R7.

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