10 ótimas séries de TV lançadas em 2015

Por Gustavo Rodrigues | 29 de Dezembro de 2015 às 13h23

A televisão está em um dos seus melhores períodos em produção de séries, seja pelos estúdios das emissoras ou pela Netflix. Em 2015, muitos lançamentos ganharam espaço nos corações dos telespectadores e novas temporadas de grandes sucessos conseguiram manter a qualidade. Por isso, veja abaixo a lista de 10 séries que foram importantes para a televisão durante o ano.

The Flash - 1ª e 2ª Temporadas

A série sobre o homem mais rápido da DC Comics poderia ser um grande fracasso se tivesse uma narrativa que ficasse presa a episódios que se resolvem a cada semana, chamados de procedurais, como era Smallville. Felizmente, Geoff Johns, um dos maiores nomes da DC na atualidade, é o produtor executivo das histórias do velocista, o que garantiu os elementos e a narrativa dos quadrinhos na adaptação televisiva.

Na trama, Barry Allen (Grant Gustin) é um cientista forense que é atingido por um raio no mesmo dia em que um acidente no grande experimento dos Laboratórios S.T.A.R. acontece, assim gerando os poderes de ultravelocidade ao personagem.

Os grandes pontos positivos da primeira temporada são a grande trama que se constrói envolvendo Flash e o vilão Flash Reverso, a dinâmica entre Barry e seus amigos Cisco (Carlos Valdes) e a Dra. Caitilin Snow (Daniele Panabaker) e como a história flui com naturalidade, mesmo que trabalhe com pontos complexos como viagem no espaço-tempo. A segunda temporada ainda está sendo exibida e tem como foco a Terra-2, uma realidade paralela ao que os fatos da série acontecem.

O sucesso de The Flash fez com que Arrow ficasse mais fantasiosa, seja com tecnologia ou magia, e também propiciou que novas séries baseadas nos quadrinhos da DC Comics surgissem, como Supergirl e Legends of Tomorrow, que ainda não estreou. A maior dificuldade dela é manter a qualidade da primeira temporada, principalmente por causa do enredo não tão simples devido às muitas idas e vindas no espaço-tempo.

Agents of S.H.I.E.L.D. - 2ª e 3ª Temporadas

Agents of S.H.I.E.L.D. tinha um peso grande nos ombros em sua primeira temporada: apresentar novos personagens e pertencer ao universo cinematográfico da Marvel. Algo que ela conseguiu em poucos episódios, principalmente nos últimos ao ser influenciada por Capitão América 2: O Soldado Invernal.

A inconsistência dos 22 episódios do primeiro ano fez com que a série não encontrasse seu público nem que criasse uma identidade clara. Afinal, alguns fãs esperavam cenas com Gavião Arqueiro, Hulk e até mesmo Homem de Ferro pelos episódios, mas o máximo que viram do cinema foi a participação da guerreira Sif (Jaimie Alexander), Maria Hill (Cobie Smulders) e o onipresente Nick Fury (Samuel L. Jackson).

Felizmente, a produção encontrou sua identidade na segunda temporada ao abraçar todo o lado de ficção científica possível, além de dosar com cenas de espionagem. Também, dividir a função de protagonista do Agente Coulson (Clark Gregg) com Sky (Chloe Bennet) e desenvolver melhor os coadjuvantes fez com que Agents of S.H.I.E.L.D. se consolidasse. Hoje, ela é a porta de entrada para os Inumanos, raça alienígena da Marvel que tem filme previso para julho de 2019.

How to Get Away with Murder - 1ª e 2ª Temporadas

Drama e suspense são elementos básicos de alguns enredos. Em How to Get Away with Murder eles são vitais para que a trama flua com qualidade, principalmente para manter a atenção do telespectador do começo ao fim. Com Shonda Rhimes de produtora executiva, o roteiro de Pete Nowalk (Grey's Anatomy) conduz a história de forma instigante ao dar tempo suficiente para os dramas pessoais e para a resolução dos mistérios.

Um dos maiores motivos para o sucesso da série está em quem interpreta a protagonista Annalise Keating: Viola Davis. A premiada atriz se firmou rapidamente em Hollywood depois do filme Histórias Cruzadas e só mostrou o quão boa ela é a cada nova personagem. Na trama, Keating é uma advogada e professora de direito com alunos prodígios, mas que ficam envolvidos em um crime que pode acabar com a vida deles.

Game of Thrones - 5ª Temporada

Mesmo que a última temporada de Game of Thrones não seja a mais impactante ou a melhor construída até o momento, ela ainda tem pontos positivos que devem ser levados em conta. Primeiro, pelos doze prêmios recebidos no Emmy Awards 2015, um recorde para a festividade. Entretanto, nem todos concordam que tal temporada merecesse tantos elogios dos votantes, principalmente com a última temporada de Mad Men na disputa e com um desenvolvimento fraco de Tyrion Lannister, personagem de Peter Dinklage, nomeado melhor ator coadjuvante de série dramática.

Contudo, são as cenas marcantes de Game of Thrones as grandes responsáveis pelo sucesso arrebatador da produção. Na 5ª temporada não foi diferente: estupro de personagem importante, criança queimada viva, humilhação pública e a suposta morte de Jon Snow (Kit Harington).

Outro ponto que faz a série se destacar mais é ter chegado a um ponto que fatos mostrados nos episódios ainda não ocorreram nos livros, já que George R.R. Martin ainda não concluiu toda a história das Crônicas de Gelo e Fogo. A próxima temporada ainda pode trazer mais revelações que os leitores ainda não conhecem.

Better Call Saul - 1ª Temporada

Focada em como era a vida de Saul Goodman (Bob Odenkirk) seis anos antes de ser contratado por Walter White, Better Call Saul é um grande acerto por conseguir manter a qualidade esperada de um derivado de Breaking Bad. Na trama, o telespectador vê como é a vida de Jimmy McGill antes de transformar-se no advogado trambiqueiro.

Com a mesma equipe de roteiristas, produtores e diretores de Breaking Bad, Better Call Saul traz os elementos narrativos que funcionaram anteriormente para conter esta nova trama. Seja na narrativa que não se prende ao presente o tempo inteiro, nos enquadramentos ou até no uso do preto e branco para determinar em qual momento aquele fato ocorre. Assim como a sua antecessora, Better Call Saul tem conteúdo para boas histórias nas próximas temporadas.

Demolidor - 1ª Temporada

Com o peso de recuperar a imagem ruim que o filme do Demolidor ganhou nos anos 2000, a primeira produção que juntaria Marvel e Netflix ainda seria a base para outras séries baseadas nos heróis urbanos dos quadrinhos da editora, como Jessica Jones. Para os fãs do Homem Sem Medo, o resultado final é um dos maiores acertos televisivos do ano.

Charlie Cox entrega um bom Matt Murdock tanto em seus momentos de advogado como de vigilante. Ela sempre está bem acompanhada das boas atuações de Deborah Ann Woll, como Karen Page, e Elden Henson, como Nelson Murdock. O posicionamento de antagonista Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio) mostra os dois lados da moeda de uma forma mais humana, não criando um simples maniqueísmo do bem contra o mal.

O aspecto estético das cenas de ação é outro grande ponto positivo em Demolidor. Os combates do Homem Sem Medo são bastante críveis, principalmente no plano sequência na cena de ação no grande corredor de iluminação amarelada.

Jessica Jones

Mesmo pouco conhecida para os leitores de quadrinhos, Jessica Jones veio definitivamente para ficar. A personagem urbana interpretada por Krysten Ritter conquistou os telespectadores tanto por parecer bastante com uma pessoa comum, exceto na parte dos super-poderes, e por ser uma protagonista feminina forte, característica de sucesso tanto para séries quanto para filmes em 2015.

Entretanto, não foi só a heroína conturbada que fez da série um sucesso. Kilgrave, o vilão interpretado por David Tennant, é o típico personagem que você adora por ser simplesmente odiável e incrível ao mesmo tempo. O ator britânico convence com uma atuação precisa na forma que aponta seus anseios a cada palavra ou gesto.

Seja pela fotografia que destaca a tonalidade púrpura pelos cenários, cor da pele de Kilgrave nos quadrinhos, ou por um roteiro sobre abuso subentendido, Jessica Jones mostra personalidade e força de uma personagem desconhecida das HQs e prepara terreno para Luke Cage, próxima produção envolvendo Netflix e Marvel.

Sense8

Desde Matrix, os geniais irmãos Wachowski não criavam um projeto que fosse grandioso, inovador e fosse um sucesso tanto pela crítica quanto pelo público. Sense8 não se prende ao real para criar a conexão telepática que existe entre os personagens, mas todos os aspectos culturais que aparecem ao decorrer dos 13 episódios são até mais importantes.

Com uma trama que pede ao telespectador mente aberta o tempo inteiro, Sense8 tem como grande forma de conquista do público os personagens cativantes. Seja no comum policial americano, na indiana inconformada com o casamento arranjado ou no galã mexicano que precisa esconder a homossexualidade, os estereótipos são absorvidos e dão espaço as personalidades marcantes dos oito personagens principais. Divertida, contestadora e atual, Sense8 é o renascimento dos Wachowski para o grande público.

Mr. Robot

Uma das maiores surpresas de 2015 é Mr. Robot. Produzida pelo canal pago americano de pouco renome USA Network, a criação de Sam Esmail traz uma trama envolvente e inovadora com muito menos recursos do que os grandes nomes da televisão. Além disso, ela catapulta a carreira de Rami Malek, intérprete do protagonista Elliot Alderson.

Na trama, Elliot é um jovem programador de computadores que sofre de uma doença mental que faz ele criar um amigo imaginário, algo que permite toda uma narrativa diferente para a história. O personagem vive trabalhando naturalmente para a empresa E Corp quando ele é contratado para ser peça fundamental de um plano. Mesmo que alguns a considerem parecida com o clássico filme Clube da Luta, Mr. Robot tem características próprias que a tornam única.

Master of None

A comédia dramática de Aziz Ansari tenta recontar pontos da vida do ator ou de sua perspectiva de vida de forma autêntica e realista. Sendo pé no chão em seu roteiro e colocando temas humanos como temas principais de cada episódio, Master of None dá uma aula de humor ao não forçar a risada do telespectador e muito menos exagerar em situações irreais.

Com dez episódios de trinta minutos, o roteiro de Ansari consegue dosar seu conteúdo de humor, com várias piadas irônicas, e um texto mais preocupado com situações reais. Paternidade, interesse amoroso, envelhecimento e rotina são apenas alguns dos temas estabelecidos para o desenvolvimento da história. Ansari ainda acerta no tom ao falar sobre preconceito e gênero sem agredir o telespectador e mantendo o bom nível de humor.

Faltou alguma série na nossa lista? Que outra entraria na sua? Diga pra gente nos comentários!

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