WikiLeaks quer passar dados de espionagem da CIA para empresas

Por Redação | 10 de Março de 2017 às 12h55

Depois de divulgar documentos mostrando diversas práticas da CIA em ciberespionagem, o Wikileaks afirmou que disponibilizará para diversas empresas o acesso às ferramentas usadas pela agência norte-americana para invadir seus sistemas e acessar dados.

A informação foi dada pelo próprio fundador do WikiLeaks, Julian Assange, embora ele não tenha dado detalhes de como essa "cooperação" com as empresas acontecerá. No início da semana, a empresa mostrou documentos que indicavam o uso de softwares maliciosos pela CIA, entretanto ele não deu acesso público aos softwares.

A "colher de chá" para as empresas, segundo Assange, servirá para que elas desenvolvam as soluções para melhorar a segurança em seus dispositivos, incluindo produtos para o consumidor, como smartphones, computadores e até mesmo televisões conectadas.

"Nós decidimos que trabalhar com elas (fabricantes) para entregar detalhes técnicos que temos para que soluções sejam desenvolvidas e lançadas. Assim as pessoas estarão mais seguras", disse Assange em uma videoconferência nesta quinta-feira (10).

A Microsoft e Cisco, duas empresas citadas nos documentos divulgados pelo WikiLeaks, já demonstraram publicamente interesse nas informações, mas pediram que elas fossem submetidas por meios oficias de comunicação.

Já empresas como Google, Apple e Samsung, também citadas diretamente nos documentos, não se pronunciaram a respeito.

De qualquer forma, a práticas de espionagem divulgadas pelo WikiLeaks deixaram empresas e alguns usuários preocupados devido às táticas usadas pela CIA para invadir sistemas alheios. Por exemplo, um documento cita um programa capaz de invadir uma smart TV da Samsung e usar sua câmera e microfone embutidos para gravar conversas de alvos.

Outros documentos mostraram também táticas para grampear iPhones, celulares com sistema Android e até mesmo dispositivos com sistemas criptografados de ponta-a-ponta, tais como Signal ou WhatsApp - SIM, O WHATSAPP.

Fonte: VentureBeat

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